terça-feira, 21 de maio de 2019

Guia geral de exames 2019






















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Quais são os objetivos desta publicação do Júri Nacional de Exames?
  • Divulgar informação relativa aos cursos e exames finais nacionais do ensino secundário, incluindo a que se refere à sua articulação com o acesso ao ensino superior.
  • Apresentar, em linhas gerais, o sistema de acesso ao ensino superior em 20019.
  • Responder às questões que, sobre estas matérias, mais frequentemente são colocadas por estudantes, pais, encarregados de educação e professores.
  • Disponibilizar as informações necessárias para uma correta inscrição e realização dos exames finais nacionais do ensino secundário, com efeitos na conclusão de curso e acesso ao ensino superior.

Novas leituras de 'O Primo Basílio'


     . Download

Desafio do mês de maio

     O ano letivo está quase a terminar.

     Procura resolver o penúltimo desafio que te lançamos. Para tal, clica no link [desafio de maio] ou, em alternativo, socorre-te do QR-CODE:


'O mercador de coisa nenhuma'

     Neste post, encontras uma atividade de consolidação da leitura da obra O mercador de coisa nenhuma que podes realizar e que te irão ajudar a compreendê-la.

     Para isso, basta clicares no título da obra e serás reencaminhado(a) para a página onde a atividade será disponibilizada: O mercador de coisa nenhuma.

     Bom trabalho!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

'O Gigante Egoísta'

      Neste post, encontras um conjunto de atividades de consolidação da leitura da obra O Gigante Egoísta que podes realizar e que te irão ajudar a compreendê-la.

     Para isso, basta clicares no título de cada uma das tarefas e serás reencaminhado(a) para a página onde são disponibilizadas!

     Bom trabalho!

         . Jogo de memória.

         . Jumble.

         . Sopa de letras.

         . Ordenação de sequências narrativas.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Concurso Nacional de Leitura: fase intermunicipal


     No dia 30 de abril, o nosso agrupamento participou na fase intermunicipal do 13.º Concurso Nacional de Leitura, que decorreu em Pinhel.
     As alunas que participaram nesta fase do concurso desfrutaram das obras selecionadas e, com empenho, resolveram a prova escrita.
     Os nossos parabéns pela participação nesta iniciativa que visa, em última análise, a promoção do gosto e dos hábitos de leitura.

Água


. Disciplina: Ciências Naturais

. Ano: 5.º


OU

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O ar


. Disciplina: Ciências Naturais

. Ano: 5.º


OU

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O solo


. Disciplina: Ciências Naturais

. Ano: 5.º


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Relações entre palavras

. Disciplina: Português

. Ano: 9.º


OU

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domingo, 12 de maio de 2019

'O elefante cor-de-rosa': palavras cruzadas


. Disciplina: Português

. Ano: 2.º

     Para resolveres os exercícios, clica no título entre parêntesis [palavras cruzadas].

terça-feira, 7 de maio de 2019

Diversidade dos animais


. Disciplina: Ciências Naturais

. Ano: 5.º


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Figura mistério de abril



Oferta à biblioteca pelos alunos de Literatura Portuguesa do 10.º ano


     Os alunos da turma B do décimo ano, disciplina de Literatura Portuguesa, ofertaram dois livros à BE: O livro, de José Luís Peixoto, e Os livros que devoraram o meu pai, de Afonso Cruz.

     A generosa oferta foi motivada pelo dinheiro angariado pelos alunos e respetiva professora com a venda de crepes, uma atividade referente ao Dia da Francofonia.

     A BE está imensamente grata pela iniciativa, que vai enriquecer o seu fundo documental, e espera que às obras seja dado imenso uso pela comunidade que serve.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Jogo de memória: 'Corre, corre, cabacinha'


     Clica na ligação e participa no jogo sobre esta obra de Alice Vieira:

terça-feira, 23 de abril de 2019

Mães leitoras



     A escola e os seus alunos continuam a receber o contributo de vários pais na promoção do gosto e dos hábitos de leitura.

     Desta vez, duas mães presentearam a turma B do 2.º ano da EB1 de Figueira com a leitura do livro O lobo que aprendeu a lidar com os seus sentimentos.

     Todos os estudos mostram que a criança que lê e tem contacto com a literatura desde tenra idade, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em múltiplos sentidos: aprende melhor, pronuncia melhor as palavras, desenvolve o espírito crítico e , de forma geral, comunica melhor, daí a importância destas iniciativas e da participação dos pais em todas as iniciativas que tenham a ver com a formação dos seus filhos.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Literacia 3Di: resultados da fase distrital


     Já foram publicados os resultados da fase distrital do concurso Literacia 3Di:


     Assim sendo, a Beatriz Monteiro, aluna do 7.º A, irá representar o nosso Agrupamento e o distrito da Guarda no próximo dia 17 de maio, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, na prova de Leitura.

     Parabéns à Beatriz pelo seu empenho e triunfo na fase distrital!

quarta-feira, 10 de abril de 2019

DailyArt

     O DailyArt é uma aplicação gratuita que dá a conhecer, diariamente, uma obra de arte através do smartphone.

     A app inclui mais de 3000 obras, da autoria de mais de 780 artistas dos períodos clássico, moderno ou contemporâneo.

     Cada obra é acompanhada de uma descrição da mesma, com ligações à autobiografia do autor ou ao museu onde está exposta. Adicionalmente, o utilizador pode, a qualquer momento, aceder aos arquivos da aplicação para saber mais sobre qualquer artista, obra ou museu que não tenham sido os escolhidos do dia.

     É também possível criar listas de favoritos ou partilhar as obras de arte preferidas com os amigos.

     A aplicação está disponível em sete línguas, incluindo o português. Entre as opções disponíveis, o utilizador pode optar pela hora a que deseja receber a notificação com a apresentação da sua obra de arte do dia.

     A app pode ser descarregada gratuitamente para Android, no Google Play, ou para iOS na App Store.

Pela primeira vez, o mundo viu em direto um buraco negro


     Hoje, 10 de abril de 2019, pelas 14 horas e 30 minutos, um grupo de astrónomos que comandam uma rede de radiotelescópios de anel planetário chamada Telescópio Event Horizon revelou as primeiras imagens de um buraco negro, algo que, até ao momento, só era «conhecido» através de simulações computorizadas, provenientes, por exemplo, do cinema.

     Uma série de conferências estão a ocorrer em todo o mundo. Os organizadores do Event Horizon Telescope partilharam várias ligações para eventos numa variedade de países e idiomas. Desta forma, podemos assistir à conferência de imprensa dos Estados Unidos no sítio da National Science Foundation ou no vídeo infra.



     Os buracos negros são, de acordo com a Teoria da Relatividade Geral, de Einstein, regiões do espaço das quais nada, incluindo partículas que se movem à velocidade da luz, pode escapar, dado que a sua velocidade é inferior à velocidade de escape desses corpos celestes infinitamente densos.

     Um buraco negro resulta da deformação do espaço temporal, causada após o colapso gravitacional de uma estrela massiva com pelo menos 30 vezes a massa do Sol numa supernova, que logo depois desaparece, dando lugar a algo designado pela Física por singularidade, isto é, o coração de um buraco negro, onde espaço temporal deixa de existir.

     Um buraco negro começa a partir de uma superfície esférica denominada horizonte de eventos, que marca a região a partir da qual, se algo a atravessar, não poderá regressar.

     Como curiosidade, refira-se que o uso do adjetivo «negro» para qualificar este fenómeno se fica a dever ao facto de se presumir que o «buraco» não refletia nenhuma parte da luz que viesse a atingir o seu horizonte de eventos, atuando assim como se fosse um corpo negro perfeito em termodinâmica. No entanto, atualmente existe a teoria da radiação Hawking, a qual prevê que os buracos negros não são realmente negros, bem como que emitem radiação devido a efeitos quânticos, tais como flutuações quânticas.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Processos fonológicos

. Disciplina: Português

. Ano: 9.º


OU

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terça-feira, 2 de abril de 2019

Pais a ler


     O cenário era a sala da turma B do 1.º ano. A protagonista, a mãe de um dos alunos. A finalidade, a leitura dramatizada de um livro do escritor António Mota: Se eu fosse muito pequenino.

     Posteriormente, os alunos soltaram a sua imaginação e criaram frases que transformaram em marcadores de livros, a que deram cor.

quarta-feira, 27 de março de 2019

"Uma casa de palavras"



António Mota: 40 anos de vida literária


     Comemoram-se em 2019 os 40 anos de vida literária de António Mota.

     Para assinalar a efeméride, o autor lançou o seu primeiro livro para adultos: No Meio do Nada.

Funções sintáticas


. Disciplina: Português

. Ano: 6.º


OU

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Figura mistério de março


     Pra resolveres o enigma, usa o QRCODE ou o linkhttps://docs.google.com/forms/d/1Rws8Z63CgZGjk1orF7zCyG5nqLsXWNsSIBuz7oBSZZ4/edit.

Literacia 3 di: fase regional

     No dia 14 de março, teve lugar a fase distrital do desafio Literacia 3 di.

     Assim, os alunos do nosso agrupamento que, após a participação na fase concelhia, foram selecionados deslocaram-se à cidade da Guarda para realizarem as provas da fase distrital.

     Ei-los exibindo orgulhosamente o diploma de participação.

quarta-feira, 20 de março de 2019

A Austrália foi descoberta pelos Portugueses


     A História registou o nome do descobridor inglês James Cook como o autor da descoberta da Austrália, no entanto esta teoria tem sido posta em causa diversas vezes.
     De facto, a maioria dos historiadores sustenta que essa descoberta ocorreu em 1606 com a viagem do navegador holandês Willem Janszoon, a bordo do Duyfken, no entanto a mesma foi já reclamada pelos chineses, espanhóis, franceses e, até, para os Fenícios.
     Recentemente, o historiador australiano Peter Trickett defendeu outra perspetiva, segundo a qual o feito foi cometido pelos Portugueses. De acordo com a agência de notícias Reuters, foi encontrado um novo mapa que prova que não foram os ingleses nem os holandeses que descobriram esse país distante, mas navegadores portugueses. O referido mapa, descoberto numa biblioteca da cidade de Los Angeles, datado do século XVI e escrito em português, contém referências e informações pertinentes sobre o assunto, provando que foram marinheiros lusos os primeiros europeus a chegar à Austrália.




     A notícia, em detalhe, pode ser encontrada aqui [notícia].

   



Orações subordinadas


. Disciplina: Português

. Ano: 9


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Classes de palavras


. Disciplina: Português

. Ano: 9


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sexta-feira, 15 de março de 2019

Semana da Leitura 2019


quarta-feira, 13 de março de 2019

Informações prova: exames nacionais do ensino secundário 2019

Informações prova: exames nacionais do 9.º ano 2019

Informações-prova das provas de aferição 2019

terça-feira, 12 de março de 2019

Desafio de março


     Resolve o desafio proposto, clicando o link apresentado ou recorrendo ao QRCODE:

Funções sintáticas


. Disciplina: Português

. Ano: 9


OU

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sábado, 2 de março de 2019

Pedro Russo, um astrofísico filho da terra


     Fazer divulgação científica e cativar jovens para os temas do espaço é uma das suas paixões. Pedro Russo acaba de receber mais financiamento europeu, do programa Horizonte 2020, para prosseguir este caminho.

     A notícia pode ser lida aqui [DN].

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Evolucionismo


por Catarina Moreira | Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Referência: Moreira, C., (2014) Evolucionismo, Rev. Ciência Elem., V2(4):318

DOI http://doi.org/10.24927/rce2014.318


Resumo

O evolucionismo admite que as espécies podem sofrer transformações ao longo do tempo.

O evolucionismo, contrariamente ao que se pensa tem as suas raízes nos filósofos da Grécia clássica. Anaximandro poderá ser considerado o precursor da teoria moderna do desenvolvimento, quando defende que os organismos vivos, se transformam gradualmente a partir da água por ação do calor até se formarem as formas mais complexas e que o Homem tem a sua origem em animais de outro tipo. Demócrito defendia que as formas de vida mais simples tinham origem no “lodo primordial”.

Muito mais tarde, já nos séculos XVII e XVIII, o trabalho do conde de Buffon, George-Louis Leclerc (1707-1788) permite desenvolver a ideia de “Transformismo”, onde se admite que as diferentes espécies derivam uma das outras por degeneração num processo lento e progressivo, existindo espécies intermédias até surgirem as formas atuais. Nesta conceção transformista da diferenciação das espécies a noção de tempo geológico é fundamental, dado que Buffon admitia que as condições ambientais a que as espécies estavam sujeitas eram fundamentais ao processo de degeneração.

Outro transformista da época era Pierre Louis Maupertuis (1698-1759) que acreditava que as espécies resultavam de uma seleção provocada pelo meio ambiente resultando na infinidade de seres vivos que eram observados na atualidade.


Em pleno século XVIII, a geologia tem um papel de destaque na compreensão dos fenómenos da natureza. Em 1778, James Hutton (1726-1759), considerado o pai da geologia moderna, publica Theory of the Earth (Teoria da Terra), um tratado sobre fenómenos geológicos que abala as ideias catastrofistas. Hutton estabelece uma idade para a Terra bastante superior àquela admitida até então e defende que as forças naturais de hoje são as mesmas desde sempre, isto é, os fenómenos geológicos repetem-se ao longo da história da Terra – Teoria do Uniformitarismo.

Charles Lyell (1797-1875), geólogo britânico, prossegue com as ideias avançadas por Hutton e confirma a Teoria do Uniformitarismo concluindo que:
  • as leis naturais são constantes no espaço e no tempo
  • a maioria das alterações geológicas dá-se de forma lenta e gradual


A ideia de um gradualismo na natureza está lançada, e embora Lyell seja relutante em admitir a transformação das espécies, as transformações geológicas inevitavelmente levam ao surgimento de teorias relativas à evolução biológica.


Vários cientistas vão defender a ideia de a diversidade biológica ser resultado de um processo dinâmico de transformação dos organismos ao longo do tempo. Os nomes mais marcantes serão os de Jean Baptiste de Monet, cavaleiro de Lamarck (1744-1829), Charles Darwin (1809-1882) e Alfred Russel Wallace (1823-1913).


Lamarck
Lamarck, naturalista francês, botânico no Jardim Botânico de Paris ao serviço do rei, elaborou diversos estudos taxonómicos que o levaram a concluir que as espécies não só se relacionam entre si, como sofrem alterações ao longo do tempo. Em 1809, publica Philosophie Zoologique onde expõe as suas ideias defendendo que a necessidade de adaptação ao ambiente leva o indivíduo a iniciar o seu processo evolutivo. A sua teoria baseava-se em dois princípios:
  • Lei do Uso e do Desuso – a necessidade de um certo órgão em determinado ambiente cria esse órgão e a função modifica-o, isto é, quando um órgão é muito utilizado desenvolve-se e torna-se vigoroso e quando não é utilizado degenera e atrofia.
  • Lei da Herança de Caracteres Adquiridos – as modificações adquiridas pelo indivíduo, pelo usos e desuso de um determinado órgão, é transmitida aos descendentes.
 
 

Estas ideias de Lamarck embora muito importantes foram muito contestadas. As principais críticas a Lamarck foram:
  • a teoria de Lamarck admitia que os seres vivos se modificavam com o objetivo último de se tornarem melhores
  • a lei do uso e do desuso, embora válida para alguns órgãos, não explicava todas as modificações
  • a lei da herança de caracteres adquiridos, não é observável. A atrofia ou o desenvolvimento de determinadas estruturas adquiridas durante a vida de um individuo não são transmitidas à descendência
 

Os avanços científicos vieram demonstrar que as características do indivíduo – fenótipo – são resultado da interação do material genético herdado dos progenitores – genótipo – com o meio ambiente. Lamarck incorporava ainda na sua teoria os princípios que viriam a ser refutados, como por exemplo, episódios de criação por geração espontânea, ou propósitos finalistas de “melhoria” como força evolutiva.


Darwin e Wallace
As ideias de Darwin e Wallace foram apresentadas em 1858 numa reunião da Sociedade Lineana, em Londres. Embora o primeiro seja mais popular que o segundo, ambos os naturalistas de forma isolada chegaram a modelos evolutivos semelhantes. Darwin, contudo, trabalhava há 20 anos na compilação de inúmeros exemplos e argumentos em torno da sua teoria e publica em 1859 as suas ideias evolucionistas no livro A Origem das Espécies, expondo também as suas observações que recolheu durante a sua viagem a bordo do HMS Beagle à volta do mundo. A sua Teoria da Seleção Natural baseou-se em dados de vários tipos:
  • Dados biogeográficos – por uma lado, a uniformidade entre os seres vivos levou-o a considerar uma ancestralidade comum, e por outro, a existência de variabilidade entre populações de locais próximos levou-o a admitir a possibilidade de cada uma dessas populações ser o resultado de um processo de transformação continuado condicionado às condições ambientais particulares
  • Dados geológicos – durante a sua viagem a bordo do Beagle, Darwin leu o livro de Lyell “Princípios de Geologia” (que lhe foi oferecido pelo comandante do Beagle, Robert Fitzroy), que o ajudou a compreender a importância da noção do tempo geológico e dos fenómenos geológicos que atuaram e atuam na natureza, nos processos de transformação lentos e graduais.
  • Dados económicos e sociais – já regressado da sua viagem de circum-navegação Darwin teve acesso à obra de Thomas Malthus “Ensaio sobre o princípio da população” (do inglês ‘Essay on the principle of population’), onde o autor defendia que a população humana tende a crescer exponencialmente enquanto os recursos crescem aritmeticamente. Esta relação entre a população e os recursos disponíveis leva a um excedente populacional e à escassez dos recursos, ocorrendo uma seleção natural, condicionada pela fome se os recursos forem alimentares. Darwin transpôs esta ideia para as populações naturais, onde face a um meio com recursos finitos haveria uma luta contínua pela sobrevivência.
  • Dados de seleção artificial – a seleção artificial efectuada pelo Homem é uma técnica utilizada desde os primórdios dos tempos, com o objetivo de apurar determinadas características de animais ou plantas, selecionando-se indivíduos portadores dessas características e promovendo cruzamentos entre eles. Desta maneira assegura-se que a frequência das características selecionadas aumenta progressivamente na descendência. Na natureza, um processo semelhante deverá atuar sobre os seres vivos, onde são selecionados os indivíduos com características que conferem mais vantagens em determinado ambiente, chamando a este mecanismo seleção natural.
 

Embora Darwin não planeasse publicar a sua teoria evolucionista em vida, tendo instruído a sua esposa para o fazer após a sua morte, a recepção de uma carta de Alfred Russel Wallace, em 1858, junto com um manuscrito onde o jovem naturalista descrevia as suas ideias sobre uma teoria que tinha desenvolvido sobre a origem e transformação das espécies, fê-lo precipitar e antecipar a sua publicação. Wallace no seu manuscrito resumia os principais pontos da teoria a que Darwin havia dedicado uma boa parte dos seus estudos. Foi fundamental o apoio de Lyell e Hooker para convencer Darwin a apresentar em público as suas ideias numa sessão da Sociedade Lineana.

As ideias de Darwin, aceites por alguns foram também alvo de fortes críticas por parte da não só comunidade em geral mas também da científica, dado que punha em causa algumas crenças e convicções e também não explicava alguns fatores como: as lacunas estratigráficas com ausências de algumas formas fósseis intermédias que corroborassem a ideia de uma evolução lenta e gradual dos seres vivos; a presença de uma grande heterogeneidade entre os indivíduos; e o mecanismo de transmissão das características entre gerações.

Darwin propõe a que ficou conhecida pela Teoria da Seleção Natural. O grande avanço de Darwin foi expor um mecanismo para a evolução – a seleção natural. Segundo a sua teoria:
  • a população é a unidade evolutiva
  • nas populações existe heterogeneidade, isto é, os indivíduos apresentam variabilidade nas suas características
  • o ambiente atua sobre as populações exercendo seleção natural em que os indivíduos mais aptos têm mais probabilidade de sobreviverem e se reproduzirem
  • os indivíduos mais aptos têm um maior sucesso reprodutor, logo maior número de descendentes – reprodução diferencial


Teoria Sintética da Evolução
O termo Neodarwinismo é, por vezes, utilizado para descrever a síntese moderna da evolução de Darwin por meio de seleção natural, mas não será o termo correto uma vez que originalmente o termo “neodarwinismo” foi utilizado por G.J. Romanes, em 1895, para se referir às ideias de August Weissmann e Wallace como invalidando o neo-Lamarckismo. Weissman postulou que a linha germinal nunca poderia ser afetada pela linha somática, isto é, as características adquiridas não podiam ser herdadas, declarando que a seleção era a única força evolutiva. Mayr (1984) escrever sobre a confusão entre os termos: "...the term neo-Darwinism for the synthetic theory is wrong, because the term neo-Darwinism was coined by Romanes in 1895 as a designation of Weismann's theory."

Com a morte de Darwin, a teoria da seleção natural perde o seu principal defensor e as questões que Darwin não responde tomam maior relevo. Como é que a nova variabilidade é mantida? A origem de novas espécies é saltacionista ou gradual (por isolamento)? Será a variabilidade contínua ou descontínua?

Em 1900, os trabalhos de Mendel são redescobertos por Hugo De Vries, e embora mais tarde os seus resultados tenham respondido a algumas das questões deixadas em aberto por Darwin, na altura defensores de Mendel e Darwin não se entenderam quanto à hereditariedade. Segundo os defensores de Mendel a hereditariedade seria fatorial, as novas características tinham origem em grandes saltos, macromutações, explicadas exclusivamente por pressões mutacionais. Pelo contrário os defensores de Darwin, consideravam a seleção natural como a principal força responsável por uma evolução gradualista.

Os fatores a que Mendel atribuía a hereditariedade, eram unidades físicas localizadas em locais específicos do cromossoma, como Thomas Hunt Morgan, A.H. Sturtevant e Hermann Muller viriam a descobrir. As suas experiências com cruzamentos de Drosophilamostraram que genes para determinadas características são herdados como unidades discretas, permanecendo inalteráveis ao longo das gerações. A Teoria Cromossómica, viria a desmistificar a origem de variabilidade genética através da ocorrência de mutações espontâneas e recombinação cromossómica.
 

Materiais relacionados disponíveis na Casa das Ciências: (por ora estes links estão quebrados na fonte. contamos corrigi-los em breve.)
  1. A Autoestrada da Vida, acompanhe a viagem da vida pelos caminhos da evolução
  2. Mecanismos de Evolução, como é que a seleção natural leva à evolução biológica?
  3. Os Factos da Evolução – Capítulo 6, os pseudogenes e os retrovírus endógenos como prova da evolução
  4. Os Factos da Evolução – Capítulo 5, que nos dizem os genomas acerca a evolução?
  5. Os Factos da Evolução – Capítulo 4, há tempo suficiente para a evolução? Esta e outras evidências
  6. Os Factos da Evolução – Capítulo 3, o registo fóssil, a especiação e a hibridação como provas da evolução
  7. Os Factos da Evolução – Capítulo 2, mais evidências da evolução: órgãos vestigiais, biogeografia, etc
  8. Do Big Bang ao Homem III: Da Eva Até Hoje, viaje pela história dos primeiros seres humanos
  9. Do Big Bang ao Homem II: Da Vida a Eva, viaje pela história da vida na Terra
 

Manual para a Promoção de Competências Socioemocionais em Meio Escolar


     O Manual para a Promoção de Competências Socioeconómicas em Meio Escolar (clicar no título para chegar ao manual) pretende constituir-se como um recurso pedagógico para facilitar a formação e a implementação  passo a passo, de um projeto promotor da Saúde Mental na Escola, orientado pela tipologia de programas de Aprendizagem SEL (Social and Emocional Learning), assente nos seguintes princípios:
  • Promoção da saúde, do bem-estar mental e do sucesso educativo através de uma abordagem compreensiva e holística de toda a Escola, integrada na promoção e educação para a saúde;
  • Intervenção fundamentada nos modelos baseados da evidência científica, usando os resultados da avaliação para justificar decisões;
  • Promoção de um ambientes escolar seguro, de suporte e protetor, respeitando os princípios da confidencialidade, de modo a que a comunidade educativa se sinta confiante para discutir e para solicitar apoio face às necessidades sentidas;
  • Definição das intervenções e dos resultados adequados ao meio escolar, que contribuam para maximizar os fatores protetores e minimizar os fatores de risco;
  • Consciencialização de que alguns fatores de proteção e de risco têm impacto nos resultados a nível da saúde e da educação e que influenciam as escolhas a nível pessoal e do grupo;
  • Sensibilização dos(as) docentes e das equipas de saúde escolar para uma metodologia de projeto conjunta, capacitando-os para a implementação deste modelo em meio escolar;
  • Capacitação dos(as) docemtes e das esquipas de saúde escolar para serem, essencialmente, recurso de suporte a escolhas a nível pessoal e do grupo e facilitadoras de aprendizagens e de tomada de decisão referentes ao potencial de saúde;
  • Implementação de metodologias interativas e participativas no desenvolvimento de conhecimentos, atitudes e competências para a tomada de decisão e na adoção de comportamentos mais saudáveis junto da comunidade educativa.
                    (...)

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Sempre a aprender

     No dia 21 de fevereiro, na biblioteca, a turma do 3.º B foi brindada com a presença do pai do aluno Samuel Amador.

     O senhor Paulo Amador procurou informar os alunos acerca do mundo fascinante das abelhas e da produção de mel, recorrendo a pequenos filmes e à sua experiência enquanto apicultor.

     No final, partilhou ainda com os alunos alguns frascos de mel para que todos pudessem saborear tão rico e doce maná.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Os Romanos na Península Ibérica


. Disciplina: História

. Ano: 5.º


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Questionário do "Pedro Alecrim"

. Disciplina: Português

. Ano: 5.º


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