A girafa que comia estrelas
Leitura orientada
Agora que lemos a obra, vamos divertir-nos a resolver algumas atividades:
quiz;
Vamos saber mais sobre a girafa, clicando [aqui].
Este blog pertence à BE/CRE do Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo...
Depois de teres lido A Maior Flor do Mundo, uma obra escrita por José Saramago, o único escritor de língua portuguesa a ganhar o Prémio Nobel da Literatura, responde ao questionário que te propomos sobre o texto, clicando no link [questionário].1.ª Reunião
No dia 26 de outubro, reuniu pela primeira vez o Clube de Leitura. Nesta sessão, os alunos inscritos foram convidados a ler a história intitulada "Uma vaca chamada Estrelinha", retirada do livro Meninos de Todas a Cores, de Luísa Ducla Soares.
Escritor do Mês
Júlio Dinis é o pseudónimo (um pseudónimo é um nome que alguns escritores «inventam» para publicar as suas obras) do escritor português Joaquim Guilherme Gomes Coelho. Ele nasceu a 14 de novembro de 1839, no Porto, e aí faleceu a 12 de setembro de 1871.
Júlio Dinis ou, se preferires, Joaquim Coelho licenciou-se em Medicina, mas dedicou-se sobretudo à literatura. Não sei se tens conhecimento de que vários outros escritores portugueses eram também médicos, como, por exemplo, Miguel Torga, Fernando Namora ou Lobo Antunes.
Alguns dos teus professores e ex-colegas da escola um pouco mais velhos estudaram obras de Júlio Dinis, como A Morgadinha dos Canaviais ou Uma Família Inglesa, livros que, entretanto, deixaram de fazer parte dos programas da disciplina de Português.
Curiosidade: sabias que, na época em que A Morgadinha foi escrita(1868), as pessoas eram sepultadas nas igrejas? Se leres esta obra, vais perceber o rebuliço que aconteceu quando a lei passou a proibir estes enterros e obrigou a que fossem feitos em cemitérios.
Os alunos contam histórias naturalmente: sabemos disso quando chegam de manhã e nos contam o que lhes aconteceu ou quando levantam a mão no meio da aula de matemática para relatar o episódio do cão que fugiu na noite anterior. Então, porque é que alguns alunos ficam bloqueados ou sentem que não têm nada para dizer quando lhes pedimos para escrever? Existe, muitas vezes, um desfasamento entre a capacidade natural que as crianças têm para contarem histórias e as competências necessárias para as escreverem. Ao longo dos anos, estas estratégias têm ajudado os meus alunos que não gostam de escrever a sentirem-se mais confiantes.
Dicas para começar o processo da escrita
1. Os alunos precisam de tempo para escrever todos os dias.
Qualquer competência nova precisa de ser praticada e a escrita não é exceção. Esta escrita diária deve ser encarada como prática e não deve ser avaliada. É importante permitir que os alunos façam as suas escolhas neste tempo para a «escrita livre». Pode optar-se por lhes mostrar uma apresentação de diapositivos com diferentes imagens que utilizam como trampolim para a escrita ou com uma série de sugestões/ ideias para poderem escolher. Neste tempo dedicado à escrita pode alternar-se entre um tópico pré-definido ou um tema livre.
Um projeto de escrita ganha mais significado quando se dirige a um determinado público para além do professor. Quando os alunos sabem que os seus textos têm um sentido e que alguém fora da sala de aula os vai ler, sentem-se motivados para escrever com mais clareza e criatividade de modo a transmitirem as suas ideias ao leitor. Isto pode adquirir ainda mais significado e ser mais eficaz se o leitor der uma resposta ou feedback.
4. Os alunos precisam de ver exemplos de boa escrita.
Os alunos precisam de ver exemplos que mostrem a beleza da palavra escrita e o modo cuidadoso como os escritores escolhem as palavras para ajudar os leitores a criarem uma imagem nas suas mentes. Gosto de selecionar secções ou passagens de livros ilustrados, romances, leituras em voz alta, canções, poemas e revistas para partilhar com os alunos. Pode ser uma passagem que descreve algo ou uma metáfora utilizada para descrever duas coisas. Chamo a atenção para o que se destaca nestas passagens e dou oportunidade aos alunos de analisarem e partilharem as suas reflexões. À medida que o ano decorre, eles começam a partilhar as suas próprias seleções de boa escrita comigo e com a turma.
5. Ensine os alunos a utilizar ferramentas digitais.
Existem muitas ferramentas disponíveis para os alunos: a extensão do Google Chrome Read&Write permite transformar o texto oral em texto escrito e ajuda os alunos a melhorarem os trabalhos escritos. Sítios para escrever histórias, como o Storybird, ajudam-nos a criarem as suas próprias histórias e a partilharem-nas com os outros. E há também muitos sítios, como o MindMup, que os ajudam a planificar a história. Também uso o Flip para permitir aos alunos que partilhem as suas histórias.
Dicas para editar e rever o texto
6. Priorize o conteúdo e a clareza; deixe as normas e a pontuação para mais tarde.
7. Os alunos precisam de conversar uns com os outros sobre o que escrevem.
Falar sobre a escrita ajuda os alunos a exprimir opiniões e a desenvolver ideias. É importante dar-lhes tempo para conversarem sobre o que escrevem ao longo do processo de escrita. Na turma, ou em pequenos grupos, podem partilhar ideias, esboços, aspetos que estão a correr bem ou problemas que estejam a enfrentar.
9. Enfatize que a escrita não é um trabalho fácil.
Alguns alunos redigem um esboço e ficam felizes a dizer «Já acabei». É importante que os alunos saibam que escrever bem implica fazer vários esboços e requer muito tempo e esforço. De acordo com a minha experiência, a melhor forma de ensinar isto é mostrar-lhes como escrevemos os nossos próprios textos. Tenho sempre um rascunho quando acompanho os meus alunos, normalmente relacionado com a unidade que estamos a trabalhar. Ao terem a oportunidade de ver os rascunhos e revisões que são necessários até se chegar a uma versão final, a probabilidade de fazerem o mesmo sozinhos é maior.
10. Celebre!
O mais importante de tudo é tirar algum tempo todos os dias e no final de cada unidade para celebrar de alguma forma. Pode destacar algo de que se tenha apercebido ou fazer uma festa no final de uma unidade. Escrever é uma tarefa pessoal e difícil, por isso merece ser celebrada! A minha forma preferida de celebrar é pedir aos alunos para se organizarem em grupos e deixar que cada um leia os seus textos aos restantes elementos. É sempre divertido ter umas guloseimas para acrescentar algo de especial ao momento.
Referência
O artigo «10 Tips for Motivating Reluctant Elementary and Middle School Writers», da responsabilidade de Cindy Bourdo, foi originalmente publicado no sítio Edutopia, a 23/08/2022. Texto traduzido livremente a partir do inglês.
Fundo documental
Uma das atividades levadas a cabo para assinalar este mês, destinou-se a divulgar o fundo documental relacionado com a paz e harmonia globais.
Acróstico
Castanha
Para assinalar o São Martinho e o fruto associado a esta data, fica aqui um acróstico escrito pelo aluno Diogo Fonseca da turma A do 3.º ano.
Escritor do Mês
Com o intuito de divulgar o fundo documental e promover a leitura, os livros da autora Luísa Ducla Soares saltaram das prateleiras e os alunos XXX.
Relembramos que Luísa Ducla Soares nasceu a 20 de julho de 1939, em Lisboa, tendo-se destacado no campo da literatura infantil e juvenil, embora tenha trabalhado também como tradutora e jornalista.
É uma escritora galardoada, tendo recebido o Grande Prémio de Literatura Infantil, pela obra História da Papoila, o Prémio Calouste Gulbenkian, por 6 Histórias de Encantar, e o Grande Prémio Calouste Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Em 2009, foi distinguida com a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores.
Projeto Escola a ler
Projeto Escola a ler
Os alunos da turma A/B do 10.º ano, depois de terem requisitado na biblioteca escolar um livro para levar a cabo os seus projetos individuais de leitura do 1.º período, este está sempre à mão para, em silêncio, a efetuarem.