Este blog pertence à BE/CRE do Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo...
sexta-feira, 24 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Solstício
Aproximadamente há 12 séculos, Erastótenes, o director da Biblioteca de Alexandria, durante o solstício de Verão do hemisfério norte, decidiu olhar para o fundo dos poços de Alexandria e do Sião. De seguida, contou o número de passos de camelo que separavam estas duas cidades do Egipto.
Porquê? Ver aqui.
Nesta Hora
Nesta hora limpa da verdade é preciso dizer a verdade toda
Mesmo aquela que é impopular neste dia em que se invoca o povo
Pois é preciso que o povo regresse do seu longo exílio
E lhe seja proposta uma verdade inteira e não meia verdade
Meia verdade é como habitar meio quarto
Ganhar meio salário
Como só ter direito
A metade da vida
O demagogo diz da verdade a metade
E o resto joga com habilidade
Porque pensa que o povo só pensa metade
Porque pensa que o povo não percebe nem sabe
A verdade não é uma especialidade
Para especializados clérigos letrados
Não basta gritar povo é preciso expor
Partir do olhar da mão e da razão
Partir da limpidez do elementar
Como quem parte do sol do mar do ar
Como quem parte da terra onde os homens estão
Para construir o canto do terrestre
- Sob o ausente olhar silente de atenção –
Para construir a festa do terrestre
Na nudez de alegria que nos veste
Sophia de Mello Breyner Andresen
Mesmo aquela que é impopular neste dia em que se invoca o povo
Pois é preciso que o povo regresse do seu longo exílio
E lhe seja proposta uma verdade inteira e não meia verdade
Meia verdade é como habitar meio quarto
Ganhar meio salário
Como só ter direito
A metade da vida
O demagogo diz da verdade a metade
E o resto joga com habilidade
Porque pensa que o povo só pensa metade
Porque pensa que o povo não percebe nem sabe
A verdade não é uma especialidade
Para especializados clérigos letrados
Não basta gritar povo é preciso expor
Partir do olhar da mão e da razão
Partir da limpidez do elementar
Como quem parte do sol do mar do ar
Como quem parte da terra onde os homens estão
Para construir o canto do terrestre
- Sob o ausente olhar silente de atenção –
Para construir a festa do terrestre
Na nudez de alegria que nos veste
Sophia de Mello Breyner Andresen
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Poesia,
Sophia de Mello Breyner
segunda-feira, 20 de junho de 2011
"Ulisses" no twitter
Na última edição do Bloomsdale (celebração anual da vida do escritor irlandês James Joyce, em Dublin , a 16 de Junho), foi conhecido o projecto de condensar as cerca de 800 páginas do romance Ulisses em 96 sequências de tweets.
O resultado do projecto pode ser conferido aqui.
domingo, 19 de junho de 2011
"E-book trailer"
Este trailer refere-se a uma nova aplicação do iPad: um e-book, neste caso, um livro infantil interactivo.
sábado, 18 de junho de 2011
A Rota de Salomão
De acordo com o jornal O Interior, a câmara municipal de Figueira de Castelo Rodrigo está a liderar um projecto que pretende instituir uma rota cultural baseada na obra A Viagem do Elefante, de José Saramago.
Nas palavras do edil figueirense, «Estamos a preparar o caderno de encargos para a sinalética e para o que fruir em cada um dos territórios.». Salientou, ainda, que esta iniciativa envolve também as autarquias de Lisboa, Constância, Sabugal, Belmonte, Fundão e Pinhel, além da Fundação Saramago.
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Notícias
A Viagem do Elefante
No século XVI, D. João III ofereceu um elefante indiano ao arquiduque da Áustria, Maximiliano II. Dada a inexistência de meios de transporte adequados ao volumoso animal, a viagem entre Lisboa e Viena teve de ser feita a pé. José Saramago recuperou-a e tratou-a, literariamente, em A Viagem do Elefante.
O paquiderme - que, na sua obra, Saramago chamou Salomão - morreu um ano após a chegada à Áustria, tendo sido, então, esfolado e as patas cortadas e aproveitadas enquanto recipientes de bengalas e guarda-chuvas.
Segundo o escritor, o livro configura uma metáfora da vida humana: "Nós acabamos, morremos, em circunstâncias que são diferentes umas das outras, mas no fundo tudo se resume a isso."
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Dia do Autor Português
António Fonseca, por seu turno, dissertou sobre a sua obra poética, O Silêncio das Palavras, obra que já mereceu destaque em diversas circunstâncias no presente ano lectivo e da qual transcrevemos algumas poemas num «post» anterior.
Os discentes colocaram-lhes várias perguntas, dirigidas, preferencialmente, ao conhecimento das emoções, as motivações e as dificuldades da escrita, bem como os aspectos mais práticos da publicação de um livro.
Foi um momento enriquecedor. Os agradecimentos da BE aos escritores pela sua disponibilidade e pela forma entusiástica e empenhada como dinamizaram a sessão.
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Contador de Histórias
As bibliotecas escolares das escolas EB2 e EB3 e Secundária, no intuito de sensibilizar os pais e encarregados de educação para a importância da promoção da leitura no seio da família, convidaram Filipe Lopes, do grupo O Contador de Histórias de Tomar, para animar uma sessão sobre a temática, denominada Oficina de sobrevivência para pais contadores de histórias.
A sessão decorreu no dia 2 de Junho e nela participaram vinte e sete pessoas, sendo a esmagadora maioria constituída por pais e / ou encarregados de educação, que se divertiram (como a fotografia demonstra) e aprenderam algumas formas de cativar os mais jovens para o prazer da leitura.
A sessão decorreu no dia 2 de Junho e nela participaram vinte e sete pessoas, sendo a esmagadora maioria constituída por pais e / ou encarregados de educação, que se divertiram (como a fotografia demonstra) e aprenderam algumas formas de cativar os mais jovens para o prazer da leitura.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Seminário Vi(r)ver Bibliotecas
Cartaz e flyer de divulgação do Seminário Vi((r)ver Bibliotecas, que se realiza no próximo dia 30 de Junho na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, Covilhã.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
"Aniversário", Fernando Pessoa
Aniversário
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui - ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas - doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado -,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
15/10/1929
domingo, 12 de junho de 2011
"A Poesia Vai", de Manuel António Pina
A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
– Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? –
Poesia, Saudade da Prosa – uma antologia pessoal
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
– Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? –
Poesia, Saudade da Prosa – uma antologia pessoal
sábado, 11 de junho de 2011
Xadrez em Figueira
A partir do minuto quatro, surge a reportagem sobre o torneio de xadrez (Desporto Escolar) realizado no nosso agrupamento.
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