A escola adaptou-se sempre às tecnologias de escrita, comunicação, pensamento e cálculo que o ser humano foi desenvolvendo. Aqui (»»») podemos encontrar um conjunto de slides que retrata a evolução dessas tecnologias.
Este blog pertence à BE/CRE do Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo...
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Carta de amor de Fernando Pessoa a Ofélia Queirós
Bebé fera:
Peço desculpinha de a arreliar. Partiu-se a corda do automóvel velho que trago na cabeça, e o meu juízo, que já não existia, fez tr-tr-r-r-r-...
Logo a seguir a telefonar-lhe, estou a escrever-lhe, e naturalmente telefonarei outra vez, se lhe não faz mal aos nervos, e naturalmente será, não a qualquer hora, mas à hora em que lhe telefonarei.
Gosta de mim por mim ser mim ou por não? Ou não gosta mesmo sem mim nem não? Ou então?
Todas estas frases, e maneiras de não dizer nada, são sinais de que o ex-Ibis, o extinto Ibis, o Ibis sem concerto nem gostosamente alheio, vai para o Telhal, ou para Rilhafolles, e lhe é feita uma grande manifestação à magnífica ausência.
Preciso cada vez mais de ir para Cascais - Boca do Inferno mas com dentes, cabeça para baixo, e fim, e pronto, e não há mais Ibis nenhum. E assim é que era para esse animal ave esfregar a fisionomia esquisita no chão.
Mas se o bebé desse um beijinho, o Ibis aguentava a vida um pouco mais. Dá? - Lá está a corda partida r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-
Gosta de mim por mim ser mim ou por não? Ou não gosta mesmo sem mim nem não? Ou então?
Todas estas frases, e maneiras de não dizer nada, são sinais de que o ex-Ibis, o extinto Ibis, o Ibis sem concerto nem gostosamente alheio, vai para o Telhal, ou para Rilhafolles, e lhe é feita uma grande manifestação à magnífica ausência.
Preciso cada vez mais de ir para Cascais - Boca do Inferno mas com dentes, cabeça para baixo, e fim, e pronto, e não há mais Ibis nenhum. E assim é que era para esse animal ave esfregar a fisionomia esquisita no chão.
Mas se o bebé desse um beijinho, o Ibis aguentava a vida um pouco mais. Dá? - Lá está a corda partida r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-
Fernando a valer
9.10.1929
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
"Quem ama..."
“...
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência...
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência...
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"As sem-razões do amor"
“Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
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"Antes de amar-te, amor, nada era meu"
Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pela rua e as coisas:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalianavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém.
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Pablo Neruda
Vacilei pela rua e as coisas:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalianavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém.
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Pablo Neruda
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Primeira edição de MENSAGEM leiloada
Uma primeira edição de Mensagem, a única obra em língua portuguesa de Fernando Pessoa publicada em sua vida, foi adquirida por 3800 euros num leilão da World Legend - Leiria & Nascimento, realizado em Lisboa.
A obra, autografada pelo autor e com dedicatória, foi adquirida por um livreiro lisboeta que solicitou o anonimato.
No mesmo leilão, foi transacionada uma outra primeira edição, a de 35 Sonnets (1918), pelo valor de 3450 euros, igualmente autografada por Pessoa e com uma dedicatória.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
"Fernando Pessoa, Plural como o Universo"
Será inaugurada, na próxima sexta-feira, 10 de fevereiro, a exposição Fernando Pessoa - Plural como o Universo, na Gulbenkian, Lisboa.
A exposição é dedicada ao poeta e aos seus heterónimos e pretende mostrar a multiplicidade da obra pessoana. Com curaria de Richard Zenith e Carlos Felipe Moisés, nela encontra-se um espaço repleto de poemas, fotografias, pinturas e outros textos e documentos, sendo de destacar uma preciosidade: uma primeira edição de Mensagem, com uma dedicatória escrita por Fernando Pessoa.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
O holocausto
No dia 22 de janeiro, no sentido de comemorar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, o grupo disciplinar de História expôs na BE um conjunto de cartazes alusivos à data. Aqui deixamos a reportagem fotográfica:
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sábado, 28 de janeiro de 2012
Revista "Modernista" (n.º 2)
Já está disponível online o segundo número da revista Modernista, do Instituto de Estudos sobre o Modernismo (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova). Os diversos artigos encontram-se em suporte PDF.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Concurso Lusófono da Trofa 2012
A Câmara Municipal da Trofa, em parceria com o Instituto Camões, promove a edição 2012 do Concurso Lusófono da Trofa – Conto Infantil Prémio Matilde Rosa Araújo. Esta iniciativa estende-se a todos os países de língua oficial portuguesa e tem como objetivos fomentar a escrita criativa e impulsionar a expressão literária. Visa também a criação e consolidação de hábitos de leitura e escrita, bem como a valorização da cultura lusófona.
Os interessados em participar nesta edição do concurso deverão entregar os seus trabalhos até ao dia 21 de abril, em mãos, na Casa da Cultura da Trofa ou via correio, dirigidos ao Vereador da Cultura.
A divulgação dos vencedores e a cerimónia de entrega dos prémios terá lugar no mês de novembro do presente ano civil, durante as «Comemorações do aniversário do concelho».
O regulamento do concurso poderá ser consultado aqui. »»
Os interessados em participar nesta edição do concurso deverão entregar os seus trabalhos até ao dia 21 de abril, em mãos, na Casa da Cultura da Trofa ou via correio, dirigidos ao Vereador da Cultura.
A divulgação dos vencedores e a cerimónia de entrega dos prémios terá lugar no mês de novembro do presente ano civil, durante as «Comemorações do aniversário do concelho».
O regulamento do concurso poderá ser consultado aqui. »»
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