Este vídeo foi produzido pela Biblioteca da Universidade de Bergen, na Noruega, no qual, de forma divertida e com base em "Um Conto de Natal", do escritor britânico Charles Dickens, é abordada a questão do plágio e as suas consequências.
Este blog pertence à BE/CRE do Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo...
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Epigrama (II)
Milão não está em casa;
Milão foi-se embora, e
Os seus campos estão abandonados;
No entanto, a sua mulher não é menos fértil,
Já que a sua terra é estéril e a sua mulher fértil,
Então direi:
À terra dele falta um cultivador,
Mas à mulher não.
Os seus campos estão abandonados;
No entanto, a sua mulher não é menos fértil,
Já que a sua terra é estéril e a sua mulher fértil,
Então direi:
À terra dele falta um cultivador,
Mas à mulher não.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Do papiro a...
A escola adaptou-se sempre às tecnologias de escrita, comunicação, pensamento e cálculo que o ser humano foi desenvolvendo. Aqui (»»») podemos encontrar um conjunto de slides que retrata a evolução dessas tecnologias.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Carta de amor de Fernando Pessoa a Ofélia Queirós
Bebé fera:
Peço desculpinha de a arreliar. Partiu-se a corda do automóvel velho que trago na cabeça, e o meu juízo, que já não existia, fez tr-tr-r-r-r-...
Logo a seguir a telefonar-lhe, estou a escrever-lhe, e naturalmente telefonarei outra vez, se lhe não faz mal aos nervos, e naturalmente será, não a qualquer hora, mas à hora em que lhe telefonarei.
Gosta de mim por mim ser mim ou por não? Ou não gosta mesmo sem mim nem não? Ou então?
Todas estas frases, e maneiras de não dizer nada, são sinais de que o ex-Ibis, o extinto Ibis, o Ibis sem concerto nem gostosamente alheio, vai para o Telhal, ou para Rilhafolles, e lhe é feita uma grande manifestação à magnífica ausência.
Preciso cada vez mais de ir para Cascais - Boca do Inferno mas com dentes, cabeça para baixo, e fim, e pronto, e não há mais Ibis nenhum. E assim é que era para esse animal ave esfregar a fisionomia esquisita no chão.
Mas se o bebé desse um beijinho, o Ibis aguentava a vida um pouco mais. Dá? - Lá está a corda partida r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-
Gosta de mim por mim ser mim ou por não? Ou não gosta mesmo sem mim nem não? Ou então?
Todas estas frases, e maneiras de não dizer nada, são sinais de que o ex-Ibis, o extinto Ibis, o Ibis sem concerto nem gostosamente alheio, vai para o Telhal, ou para Rilhafolles, e lhe é feita uma grande manifestação à magnífica ausência.
Preciso cada vez mais de ir para Cascais - Boca do Inferno mas com dentes, cabeça para baixo, e fim, e pronto, e não há mais Ibis nenhum. E assim é que era para esse animal ave esfregar a fisionomia esquisita no chão.
Mas se o bebé desse um beijinho, o Ibis aguentava a vida um pouco mais. Dá? - Lá está a corda partida r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-
Fernando a valer
9.10.1929
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
"Quem ama..."
“...
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência...
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência...
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"As sem-razões do amor"
“Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
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"Antes de amar-te, amor, nada era meu"
Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pela rua e as coisas:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalianavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém.
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Pablo Neruda
Vacilei pela rua e as coisas:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalianavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém.
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Pablo Neruda
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Primeira edição de MENSAGEM leiloada
Uma primeira edição de Mensagem, a única obra em língua portuguesa de Fernando Pessoa publicada em sua vida, foi adquirida por 3800 euros num leilão da World Legend - Leiria & Nascimento, realizado em Lisboa.
A obra, autografada pelo autor e com dedicatória, foi adquirida por um livreiro lisboeta que solicitou o anonimato.
No mesmo leilão, foi transacionada uma outra primeira edição, a de 35 Sonnets (1918), pelo valor de 3450 euros, igualmente autografada por Pessoa e com uma dedicatória.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
"Fernando Pessoa, Plural como o Universo"
Será inaugurada, na próxima sexta-feira, 10 de fevereiro, a exposição Fernando Pessoa - Plural como o Universo, na Gulbenkian, Lisboa.
A exposição é dedicada ao poeta e aos seus heterónimos e pretende mostrar a multiplicidade da obra pessoana. Com curaria de Richard Zenith e Carlos Felipe Moisés, nela encontra-se um espaço repleto de poemas, fotografias, pinturas e outros textos e documentos, sendo de destacar uma preciosidade: uma primeira edição de Mensagem, com uma dedicatória escrita por Fernando Pessoa.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
O holocausto
No dia 22 de janeiro, no sentido de comemorar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, o grupo disciplinar de História expôs na BE um conjunto de cartazes alusivos à data. Aqui deixamos a reportagem fotográfica:
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