Este blog pertence à BE/CRE do Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo...
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
sábado, 8 de dezembro de 2012
'Ser Amigo'
Amigo,
Aquele que tem respeito por ti,
Que sente admiração,
E que te traz sempre com ele
no coração.
Amigo,
Aquele que sente falta de ti,
Que não levanta falsos testemunhos,
E não dá queixinhas de ti.
Amigo,
Aquele que te sabe ouvir,
Que sabe gostar,
E que um segredo de ti sabe guardar.
Amigo,
Aquele que te dá conselhos,
Que nunca te deixa fechar os olhos.
Amigo,
Aquele que fala bem de ti
pela frente e por trás,
Inimigo,
Aquele que te diz que gosta de ti,
Que te prejudica por trás.
Amigo,
Aquele que se orgulha, e diz:
Este é o amigo que eu sempre quis ter,
Este é o meu melhor amigo,
O meu porto de abrigo.
Amigo,
Aquele que em ti confia,
Inimigo,
Aquele que te desvaloriza
E de ti desconfia.
Amigo,
Aquele que te ama,
Que reconhece o teu valor,
Que te dá carinho e amor.
Amigo,
Aquele com quem podes desabafar,
Sorrir, divertir, chorar, gritar,
E que com ele podes sempre contar.
* Dedicado ao Francisco, à Lisandra, à Susana e à Raquel
Andreia Almeida Quadrado
Aquele que tem respeito por ti,
Que sente admiração,
E que te traz sempre com ele
no coração.
Amigo,
Aquele que sente falta de ti,
Que não levanta falsos testemunhos,
E não dá queixinhas de ti.
Amigo,
Aquele que te sabe ouvir,
Que sabe gostar,
E que um segredo de ti sabe guardar.
Amigo,
Aquele que te dá conselhos,
Que nunca te deixa fechar os olhos.
Amigo,
Aquele que fala bem de ti
pela frente e por trás,
Inimigo,
Aquele que te diz que gosta de ti,
Que te prejudica por trás.
Amigo,
Aquele que se orgulha, e diz:
Este é o amigo que eu sempre quis ter,
Este é o meu melhor amigo,
O meu porto de abrigo.
Amigo,
Aquele que em ti confia,
Inimigo,
Aquele que te desvaloriza
E de ti desconfia.
Amigo,
Aquele que te ama,
Que reconhece o teu valor,
Que te dá carinho e amor.
Amigo,
Aquele com quem podes desabafar,
Sorrir, divertir, chorar, gritar,
E que com ele podes sempre contar.
* Dedicado ao Francisco, à Lisandra, à Susana e à Raquel
Andreia Almeida Quadrado
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Poesia,
Textos,
Trabalhos de alunos
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
5.ª Edição do Concurso Inês de Castro
Decorre já a 5.ª edição do Concurso Inês de Castro, uma iniciativa conjunta do Plano Nacional de Leitura e da Fundação Inês de Castro, com o patrocínio da YDreams.
O tema central da presente edição intitula-se Percursos de Pedro e Inês, devendo a sua abordagem assumir a forma de um jornal digital / jornal on-line, constituído pelas tipologias características do texto jornalístico: editorial, entrevista, reportagem, notícia, crónica, crítica, a partir de fontes nacionais (obrigatórias para todos os ciclos) e internacionais (facultativas para o 3.º ciclo e obrigatórias para o secundário).
O regulamento, disponível no sítio do PNL, pode ser consultado aqui. »»»
Etiquetas:
Concursos,
Divulgação,
Plano Nacional de Leitura
Para que servem os poetas?
Na escassez do pão
Servem os poetas e o pensamento
Para alimentar a esperança
De um novo início
Afundada esperança essa
Num mar de tanta e tão profunda ignorância
Tanto futebol
Como se tivéssemos voltado
"... a deambular por florestas
Sem consoantes aos nossos nomes"
Florestas agora de betão
Onde se sentam
Ou gritam em pé em lugares pagos
Milhares
Mesmo na escassez do pão
No retrocesso a berros sem consoantes
Como se a escassez dos poetas
E do pensamento
Nos tivesse levado
Essa sim
A esta terceira miséria
Que a poeta tão bem
Canta e conta
Como um banquete
Em tempo de indigência.
Maria de Sousa
Servem os poetas e o pensamento
Para alimentar a esperança
De um novo início
Afundada esperança essa
Num mar de tanta e tão profunda ignorância
Tanto futebol
Como se tivéssemos voltado
"... a deambular por florestas
Sem consoantes aos nossos nomes"
Florestas agora de betão
Onde se sentam
Ou gritam em pé em lugares pagos
Milhares
Mesmo na escassez do pão
No retrocesso a berros sem consoantes
Como se a escassez dos poetas
E do pensamento
Nos tivesse levado
Essa sim
A esta terceira miséria
Que a poeta tão bem
Canta e conta
Como um banquete
Em tempo de indigência.
Maria de Sousa
Olimpíadas do Conhecimento 2013
A Universidade Fernando Pessoa vai levar a cabo a edição de 2013 das Olimpíadas do Conhecimento, uma iniciativa dirigida aos estudantes de 12.º ano e aberta a todas as escolas secundárias públicas ou privadas, com ou sem cursos profissionais, do Continente e Ilhas ou situadas no estrangeiro, mas lecionando Língua Portuguesa.
Mais informações aqui. »»»
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Papiniano Carlos (1918 - 2012)
O escritor Papiniano Carlos, um dos últimos representantes neorrealistas portugueses, nascido em Lourenço Marques, atual Maputo, capital de Moçambique, a 9 de novembro de 1918, faleceu hoje, na cidade do Porto, onde se tinha fixado desde os 10 anos.
Entre as suas obras mais importantes contam-se Mãe Terra (1948), As Florestas e os Ventos, A Rosa Noturna (1961), A Ave sobre a Cidade (1973) e O Rio na Treva (1975).
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
"Blogue"
Mantivera no fim da adolescência
aquilo a que chamava simplesmente
o seu diário íntimo:
páginas manuscritas onde ardiam
rastilhos de mil sonhos que rasgavam
as mordaças da angústia social,
a timidez tão própria da idade.
Nessa caligrafia cuja cor
fora ainda a do sangue
colheu a energia necessária
para atravessar como um sonâmbulo
o ordálio daquela juventude,
o seu incandescente calendário
de amizades vorazes, tão velozes
como os amores que julgava eternos
e outras feridas mal cauterizadas.
Hoje quase não volta a essas páginas:
estamos no século XXI
e em vez do diário de outros tempos
mantém agora um blogue
onde todos os dias extravasa
recados, atitudes, confissões,
coisas no fundo tão inofensivas
como o fogo que outrora lhe acendia
as frases lancinantes
- embora hoje em dia quando escreve
tenha por um momento a ilusão
de que as suas palavras continuam
a propagar ainda o mesmo vírus,
e a alimentar, quem sabe, os mesmos
sonhos
sempre que alguém desconhecido as ler
como quem só assim então escutasse
um segredo na noite do mundo.
Mas, apesar de todo o entusiasmo
que o mantém acordado por noites sem fim,
ele adivinha que também virá
um dia a abandonar sem saber como
o seu atual vício solitário
e dentro de alguns anos, ao reler
as frases arquivadas no computador,
talvez tudo isso lhe pareça então
frutos de gestos tão adolescentes
como os que antigamente preenchiam
esses cadernos amarelecidos
e hoje sepultados para sempre
em esquecidas gavetas de outro século.
Fernando Pinto do Amaral, Poemas Escolhidos
aquilo a que chamava simplesmente
o seu diário íntimo:
páginas manuscritas onde ardiam
rastilhos de mil sonhos que rasgavam
as mordaças da angústia social,
a timidez tão própria da idade.
Nessa caligrafia cuja cor
fora ainda a do sangue
colheu a energia necessária
para atravessar como um sonâmbulo
o ordálio daquela juventude,
o seu incandescente calendário
de amizades vorazes, tão velozes
como os amores que julgava eternos
e outras feridas mal cauterizadas.
Hoje quase não volta a essas páginas:
estamos no século XXI
e em vez do diário de outros tempos
mantém agora um blogue
onde todos os dias extravasa
recados, atitudes, confissões,
coisas no fundo tão inofensivas
como o fogo que outrora lhe acendia
as frases lancinantes
- embora hoje em dia quando escreve
tenha por um momento a ilusão
de que as suas palavras continuam
a propagar ainda o mesmo vírus,
e a alimentar, quem sabe, os mesmos
sonhos
sempre que alguém desconhecido as ler
como quem só assim então escutasse
um segredo na noite do mundo.
Mas, apesar de todo o entusiasmo
que o mantém acordado por noites sem fim,
ele adivinha que também virá
um dia a abandonar sem saber como
o seu atual vício solitário
e dentro de alguns anos, ao reler
as frases arquivadas no computador,
talvez tudo isso lhe pareça então
frutos de gestos tão adolescentes
como os que antigamente preenchiam
esses cadernos amarelecidos
e hoje sepultados para sempre
em esquecidas gavetas de outro século.
Fernando Pinto do Amaral, Poemas Escolhidos
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Fernando Pinto do Amaral,
Poesia
Ler um "e-book" e ler um livro
Ler um e-book é igual a ler em suporte de papel?
Parece que não. De facto, a leitura não é apenas uma atividade cerebral, pois envolve também o corpo, daí que ler um e-book não seja um ato de leitura propriamente dito.
Para saber mais sobre o tema, visitar este domicílio.
domingo, 2 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
"Aniversário"
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim mesmo,
O que fui de coração e parentesco,
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui - ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!....
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas - doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado -
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Para, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me os dias,
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Álvaro de Campos (1929)
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim mesmo,
O que fui de coração e parentesco,
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui - ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!....
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas - doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado -
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Para, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me os dias,
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Álvaro de Campos (1929)
Etiquetas:
Efemérides,
Fernando Pessoa,
Poesia
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Grande Prémio Portugal Telecom 2012
Valter Hugo Mãe venceu o Grande Prémio Portugal Telecom 2012 com a obra A Máquina de Fazer Espanhóis, um galardão que distingue o melhor livro publicado no Brasil em qualquer categoria.
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Literatura,
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Prémios,
Valter Hugo Mãe
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