Este blog pertence à BE/CRE do Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo...
terça-feira, 14 de junho de 2011
Seminário Vi(r)ver Bibliotecas
Cartaz e flyer de divulgação do Seminário Vi((r)ver Bibliotecas, que se realiza no próximo dia 30 de Junho na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, Covilhã.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
"Aniversário", Fernando Pessoa
Aniversário
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui - ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas - doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado -,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
15/10/1929
domingo, 12 de junho de 2011
"A Poesia Vai", de Manuel António Pina
A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
– Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? –
Poesia, Saudade da Prosa – uma antologia pessoal
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
– Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? –
Poesia, Saudade da Prosa – uma antologia pessoal
sábado, 11 de junho de 2011
Xadrez em Figueira
A partir do minuto quatro, surge a reportagem sobre o torneio de xadrez (Desporto Escolar) realizado no nosso agrupamento.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Grande Prémio do Festival de Cinema de Portel
Trabalho realizado, no ano de 2010, pela turma do 7.º C do nosso agrupamento, sob orientação do professor Paulo D'Alva, vencedor do Grande Prémio do Festival de Cinema de Portel.
Parabéns à turma, ao professor e ao agrupamento!
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
A MELODIA DO ADEUS, por Filipa Panta
Em Melodia do Adeus, Nicholas Sparks conta a história de uma rapariga de dezassete anos, Ronnie, que desde cedo deixou de falar com o pai, culpando-o de os ter abandonado e ido viver para outro sítio, porém num certo dia o pai convenceu Ronnie e Jonah, o seu irmão mais novo, a irem passar as férias de Verão para a Carolina do Sul. Ronnie, contrariada, deixou Nova Iorque para trás na tentativa de apaziguar as suas mágoas com o pai. Durante estas férias, ela conhece o seu primeiro amor, Will, um desportista com quem vai posteriormente namorar. Por fim, Ronnie descobre que o motivo da sua ida à força para junto do pai foi por este ter cancro e querer passar os seus últimos dias na companhia dos filhos. Ele acaba por morrer e Ronnie e Jonah, na companhia de Will, vão para Nova Iorque continuar as suas vidas.
Este magnífico livro faz referência aos amores de adolescência e, por vezes, a situações inesperadas que se impõem no caminho das pessoas. Este forte apelo ao amor, à desculpa e à sensibilidade que envolve as personagens retrata o escritor e a sua enorme capacidade de retratar o quotidiano.
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UMA AVENTURA EM EVORAMONTE, por Pedro Maia
A série de livros "Uma Aventura" é uma das colecções mais populares entre os jovens portugueses e é escrita pelas autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Com milhares de cópias vendidas, os livros são dos mais reconhecidos nacionalmente, com grande sucesso entre os jovens e já com várias adaptações para a TV, incluindo um filme, baseadas nas neles.
Nesta parte da série literária, os heróis adolescentes Pedro, Chico, Luísa, Teresa e João, acompanhados pelos cães Faial e Caracol, vão passar um pouco do tempo livre em Evoramonte, onde vão entrar numa nova aventura cheia de emoção, bruxaria, viagens no tempo, um traidor e lendas.
Chegado a Evoramonte, o grupo é avisado por um homem misterioso que parece que os esperava, que lhes conta que, na casa onde vão pernoitar, à meia-noite, um portal se abre e tudo o que os rodeia vai recuar no tempo. Não acreditando, o grupo ignora o homem e dirige-se à casa, onde passa tranquilamente a noite. Porém, quando acordam de manhã, o inesperado acontece: quando os jovens saem à rua, tudo parece ter recuado no tempo, com as pessoas a usarem roupas dos séculos XVIII e XIX. Assustados, quando vão investigar, é apenas um filme que estão a gravar naquela zona (e acabam por descobrir que o tal homem misterioso é apenas um dos membros da equipa de produção e que gosta de se meter com miúdos). Todavia, o grupo nota uma certa rivalidade entre as duas actrizes principais e, passados alguns dias, descobrem a casa saqueada, os cães doentes e uma das actrizes ferida e tentam descobrir o que se passa.
O livro é bastante bom, com muito suspense e com uma história bem escrita e misteriosa. Como todas as obras das autoras, é dirigido a jovens leitores, com a força da juventude na energia do grupo *** e nas suas aventuras impossíveis. De todos os livros, este é o meu favorito, pois foi o primeiro que li da série e que mais me marcou. O mistério que se esconde numa pequena zona de filmagens, que procura ser descoberto por um bando de adolescentes e os fiéis cães é algo por que os jovens se interessam e que sonham fazer. Aventura, mistério, acção e alegria. Qualquer jovem adora isto tudo.
Uma Aventura em Evoramonte é um livro que vale a pena ler, pois tem muita energia e mostra que a série ainda está no auge e que vai com grande força. Sem dúvida, um dos melhores da série. É preciso ler para crer.
O livro é bastante bom, com muito suspense e com uma história bem escrita e misteriosa. Como todas as obras das autoras, é dirigido a jovens leitores, com a força da juventude na energia do grupo *** e nas suas aventuras impossíveis. De todos os livros, este é o meu favorito, pois foi o primeiro que li da série e que mais me marcou. O mistério que se esconde numa pequena zona de filmagens, que procura ser descoberto por um bando de adolescentes e os fiéis cães é algo por que os jovens se interessam e que sonham fazer. Aventura, mistério, acção e alegria. Qualquer jovem adora isto tudo.
Uma Aventura em Evoramonte é um livro que vale a pena ler, pois tem muita energia e mostra que a série ainda está no auge e que vai com grande força. Sem dúvida, um dos melhores da série. É preciso ler para crer.
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terça-feira, 31 de maio de 2011
Quem sou eu?
Solução do desafio do mês de Maio
Quando tudo aconteceu... a Bento de Jesus Caraça
- 1901 - Nasce a 18 de Abril em Vila Viçosa.
- 1902 - É levado para as Aldeias de Montoito, onde o pai é feitor.
- 1911 - Termina a escola primária com distinção. Vai para o Liceu em Santarém.
- 1913 - Vai para Lisboa. Frequenta o Liceu Pedro Nunes.
- 1918 - Inscreve-se no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (actual ISEG).
- 1919 - Adoece gravemente com doença reumática. É nomeado segundo assistente do ISCEF.
- 1923 - Obtém a licenciatura.
- 1924 - É nomeado primeiro assistente.
- 1927 - É nomeado professor extraordinário.
- 1929 - Concurso público com alto louvor e ascende à cátedra de Matemáticas Superiores.
- 1930 - Publica as suas lições em livro Interpolação e Integração Numérica.
- 1933 - Conferência na União Cultural Mocidade Livre: "A Cultura Integral do Indivíduo - problema central do nosso tempo", na qual esboça um programa de intervenção cultural, científica e pedagógica.
- 1935 - Primeiro volume das "Lições da Álgebra e Análise".
- 1936 - Funda com outros recém-doutorados nas áreas da matemática e física o Núcleo de Matemática, Física e Química.
- 1937 - Publica, em dois volumes, Cálculo Vectorial.
- 1938 - Funda, com os professores Mira Fernandes e Beirão da Veiga, o Centro de Estudos de Matemáticas Aplicadas à Economia, numa tentativa de trazer a econometria para Portugal.
- 1941 - Funda a "Biblioteca Cosmos", edição de livros de divulgação científica e cultural; publica o 1.º volume dos Conceitos Fundamentais da Matemática.
- 1943 - Torna-se Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática.
- 1944 - Faz parte da direcção do MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista) criado em Janeiro.
- 1945 - Faz parte da comissão executiva do MUD (Movimento de Unidade Democrática).
- 1946 - Faz parte da comissão executiva do MUD (Movimento de Unidade Democrática).
- 1946 - O Conselho de Ministros determina a sua expulsão da cátedra universitária e fica proibido de exercer a docência.
- 1948 - Morre em Lisboa, no dia 25 de Junho, vítima de doença cardíaca.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Philip Roth vence o Man Booker International 2011
Philip Roth, escritor americano, foi galardoado com o prémio Man Booker International 2011, embora a decisão não tenha sido pacífica, dado que Carmen Callil, um dos três membros do painel de jurados tenha recusado esse papel no momento em que soube o nome do agraciado. Para a autora e editora, Roth é um caso de «o rei vai nu», pois a maioria dos seus livros repete os mesmos temas.
Seja como for, Roth vai levar consigo 67 mil euros, o valor do prémio, que premeia o conjunto da sua obra, da qual se destacam títulos como Goodbye, Columbus e Nemesis. Da short list faziam parte doze nomes, entre eles, além do do próprio Roth, os de David Malouf, Anne Tyler e John le Carré, embora este tenha solicitado a não inclusão do seu.
Relembremos que este prémio foi criado em 2005 e é atribuído de dois em dois anos: no primeiro ano, foi contemplado o escrito nigeriano Chinua Achebe; em 2007, foi a vez de Ismail Kadare e, em 2009, de Alice Munro.
Philip Roth nasceu em Março de 1933, em Nova Jersey. O seu primeiro sucesso surgiu após a publicação do romance Goodbye, Columbus, um retrato humorístico e irreverente da vida dos judeus na América no pós-guerra, contemplado com o National Book Award para obras de ficção. Ao longo dos anos, outras obras e prémios se sucederam.
Relembremos que este prémio foi criado em 2005 e é atribuído de dois em dois anos: no primeiro ano, foi contemplado o escrito nigeriano Chinua Achebe; em 2007, foi a vez de Ismail Kadare e, em 2009, de Alice Munro.
Philip Roth nasceu em Março de 1933, em Nova Jersey. O seu primeiro sucesso surgiu após a publicação do romance Goodbye, Columbus, um retrato humorístico e irreverente da vida dos judeus na América no pós-guerra, contemplado com o National Book Award para obras de ficção. Ao longo dos anos, outras obras e prémios se sucederam.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Concurso Nacional de Leitura 2011
Ainda relativamente ao Concurso Nacional de Leitura, fica a reportagem televisiva realizada sobre a actividade. Ver a partir do minuto 4 e 28 segundos.
Todos os alunos entrevistados pertencem à nossa escola.
Todos os alunos entrevistados pertencem à nossa escola.
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Concurso Nacional de Leitura 2011 (fase distrital)
No pretérito dia 30 de Abril, três alunos do terceiro ciclo - Sara Barroco, Inês Aguilar e Andreina Cavaleiro - e dois do ensino secundário - Rafael Pereira e João Pinto - deslocaram-se à Guarda, mais concretamente à Biblioteca Municipal, acompanhados das docentes Célia Ribeiro e Maria Pires, para participarem na fase distrital do Concurso Nacional de Leitura.
Mais uma vez, os nossos dignos representantes tiveram uma participação assaz positiva, lutando até ao derradeiro momento pelo apuramento para a fase nacional, só «perdido» na recta final. Caprichos da Roda da Fortuna...
Aqui deixamos o registo fotográfico da presença da nossa escola.
Mais uma vez, os nossos dignos representantes tiveram uma participação assaz positiva, lutando até ao derradeiro momento pelo apuramento para a fase nacional, só «perdido» na recta final. Caprichos da Roda da Fortuna...
Aqui deixamos o registo fotográfico da presença da nossa escola.
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Quem sou eu? (solução do mês de Março)
Pedro Nunes foi um matemático português que nasceu em Alcácer Quibir em 1502. Para além de ser matemático, foi também cientista e contribuiu principalmente para o desenvolvimento da navegação portuguesa, essencialmente na época dos Descobrimentos.
Também se dedicou aos problemas matemáticos da cartografia e foi o inventor de vários aparelhos de medida, incluindo o nónio.
Por ser tão importante, Pedro Nunes aparecia nas antigas moedas de 100 escudos.
O matemático morreu a 11 de Agosto de 1578, em Coimbra.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
"O Livro da Avó Alice", Alice Vieira
Alice Vieira é uma escritora conhecida de (quase) todos, mais que não seja pelo facto de textos seus estarem disseminados por diversos manuais escolares e obras suas serem lidas nas nossas escolas.
Acaba de sair a sua última obra, intitulada O Livro da Avó Alice, nas suas palavras «o livro de uma avó moderna que fala para todas as avós modernas», com as quais partilha as suas histórias (trata-se, portanto, de um registo autobiográfico), alegrias e aflições.
Escreve a autora: "Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs. E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos. Se diante do nosso rosto tivermos outro rosto. Humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções. Crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
Durante anos, todos nós, pais, avós, professores, fomos deixando que isso acontecesse.
E, de repente, os jornais e as televisões trazem-nos relatos de jovens que agridem professores na sala de aula e nós olhamos para tudo muito admirados - como se nada fosse connosco.
Mas é.»
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções. Crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
Durante anos, todos nós, pais, avós, professores, fomos deixando que isso acontecesse.
E, de repente, os jornais e as televisões trazem-nos relatos de jovens que agridem professores na sala de aula e nós olhamos para tudo muito admirados - como se nada fosse connosco.
Mas é.»
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