sábado, 18 de junho de 2011

A Rota de Salomão

          De acordo com o jornal O Interior, a câmara municipal de Figueira de Castelo Rodrigo está  a liderar um projecto que pretende instituir uma rota cultural baseada na obra A Viagem do Elefante, de José Saramago.
          Nas palavras do edil figueirense, «Estamos a preparar o caderno de encargos para a sinalética e para o que fruir em cada um dos territórios.». Salientou, ainda, que esta iniciativa envolve também as autarquias de Lisboa, Constância, Sabugal, Belmonte, Fundão e Pinhel, além da Fundação Saramago.

A Viagem do Elefante

          No século XVI, D. João III ofereceu um elefante indiano ao arquiduque da Áustria, Maximiliano II. Dada a inexistência de meios de transporte adequados ao volumoso animal, a viagem entre Lisboa e Viena teve de ser feita a pé. José Saramago recuperou-a e tratou-a, literariamente, em A Viagem do Elefante.
          O paquiderme - que, na sua obra, Saramago chamou Salomão - morreu um ano após a chegada à Áustria, tendo sido, então, esfolado e as patas cortadas e aproveitadas enquanto recipientes de bengalas e guarda-chuvas.
          Segundo o escritor, o livro configura uma metáfora da vida humana: "Nós acabamos, morremos, em circunstâncias que são diferentes umas das outras, mas no fundo tudo se resume a isso."

Ler melhor, ler Saramago



Partiu há um ano...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Comunicação

Dia do Autor Português

          Celebrou-se, no dia 22 de Maio, o Dia do Autor Português. Para assinalar a efeméride, a BE trouxe à Escola Secundária, no dia 27, dois escritores naturais do concelho - a professora Cláudia Dias e António Fonseca - a fim de apresentarem as suas obras mais recentes e sobre elas dialogarem com os alunos presentes.
          Assim, a professora Cláudia Dias debruçou-se sobre os seus dois últimos títulos: Guia das Plantas Aromáticas e Medicinais e Aromas e Sabores. No primeiro, a autora apresenta um extenso índice de plantas, procedendo de seguida à sua descrição ilustrada e ao modo de secagem, conservação e formas de protecção e utilização. No segundo, debruça-se sobre os valores naturais do concelho, nomeadamente a sua flora natural, as espécies endémicas e outras de distribuição rara
          António Fonseca, por seu turno, dissertou sobre a sua obra poética, O Silêncio das Palavras, obra que já mereceu destaque em diversas circunstâncias no presente ano lectivo e da qual transcrevemos algumas poemas num «post» anterior.
          Os discentes colocaram-lhes várias perguntas, dirigidas, preferencialmente, ao conhecimento das emoções, as motivações e as dificuldades da escrita, bem como os aspectos mais práticos da publicação de um livro.
          Foi um momento enriquecedor. Os agradecimentos da BE aos escritores pela sua disponibilidade e pela forma entusiástica e empenhada como dinamizaram a sessão.

Contador de Histórias

          As bibliotecas escolares das escolas EB2 e EB3 e Secundária, no intuito de sensibilizar os pais e encarregados de educação para a importância da promoção da leitura no seio da família, convidaram Filipe Lopes, do grupo O Contador de Histórias de Tomar, para animar uma sessão sobre a temática, denominada Oficina de sobrevivência para pais contadores de histórias.
          A sessão decorreu no dia 2 de Junho e nela participaram vinte e sete pessoas, sendo a esmagadora maioria constituída por pais e / ou encarregados de educação, que se divertiram (como a fotografia demonstra) e aprenderam algumas formas de cativar os mais jovens para o prazer da leitura.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Seminário Vi(r)ver Bibliotecas


          Cartaz e flyer de divulgação do Seminário Vi((r)ver Bibliotecas, que se realiza no próximo dia 30 de Junho na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, Covilhã.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"Aniversário", Fernando Pessoa

Aniversário

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui - ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas - doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado -,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...


                                                                     15/10/1929

domingo, 12 de junho de 2011

"A Poesia Vai", de Manuel António Pina

          A poesia vai acabar, os poetas
          vão ser colocados em lugares mais úteis.
          Por exemplo, observadores de pássaros
          (enquanto os pássaros não
          acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
          entrar numa repartição pública.
          Um senhor míope atendia devagar
          ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
          poeta por este senhor?» E a pergunta
          afligiu-me tanto por dentro e por
          fora da cabeça que tive que voltar a ler
          toda a poesia desde o princípio do mundo.
          Uma pergunta numa cabeça.
          – Como uma coroa de espinhos:
          estão todos a ver onde o autor quer chegar? –

                                        Poesia, Saudade da Prosa – uma antologia pessoal

sábado, 11 de junho de 2011

Xadrez em Figueira

          A partir do minuto quatro, surge a reportagem sobre o torneio de xadrez (Desporto Escolar) realizado no nosso agrupamento.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Grande Prémio do Festival de Cinema de Portel


          Trabalho realizado, no ano de 2010, pela turma do 7.º C do nosso agrupamento, sob  orientação do professor Paulo D'Alva, vencedor do Grande Prémio do Festival de Cinema de Portel.

          Parabéns à turma, ao professor e ao agrupamento!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A MELODIA DO ADEUS, por Filipa Panta

          Com vários livros publicados, Nicholas Sparks é um dos romancistas que mais vende em todo o mundo e todas as suas obras foram best-sellers internacionais, tendo algumas sido, inclusive, adaptadas pela indústria cinematográfica, nomeadamente A Melodia do Adeus ou As Palavras que nunca te direi.
          Em Melodia do Adeus, Nicholas Sparks conta a história de uma rapariga de dezassete anos, Ronnie, que desde cedo deixou de falar com o pai, culpando-o de os ter abandonado e ido viver para outro sítio, porém num certo dia o pai convenceu Ronnie e Jonah, o seu irmão mais novo, a irem passar as férias de Verão para a Carolina do Sul. Ronnie, contrariada, deixou Nova Iorque para trás na tentativa de apaziguar as suas mágoas com o pai. Durante estas férias, ela conhece o seu primeiro amor, Will, um desportista com quem vai posteriormente namorar. Por fim, Ronnie descobre que o motivo da sua ida à força para junto do pai foi por este ter cancro e querer passar os seus últimos dias na companhia dos filhos. Ele acaba por morrer e Ronnie e Jonah, na companhia de Will, vão para Nova Iorque continuar as suas vidas.
          Este magnífico livro faz referência aos amores de adolescência e, por vezes, a situações inesperadas que se impõem no caminho das pessoas. Este forte apelo ao amor, à desculpa e à sensibilidade que envolve as personagens retrata o escritor e a sua enorme capacidade de retratar o quotidiano.

UMA AVENTURA EM EVORAMONTE, por Pedro Maia

          A série de livros "Uma Aventura" é uma das colecções mais populares entre os jovens portugueses e é escrita pelas autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Com milhares de cópias vendidas, os livros são dos mais reconhecidos nacionalmente, com grande sucesso entre os jovens e já com várias adaptações para a TV, incluindo um filme, baseadas nas neles.
          Nesta parte da série literária, os heróis adolescentes Pedro, Chico, Luísa, Teresa e João, acompanhados pelos cães Faial e Caracol, vão passar um pouco do tempo livre em Evoramonte, onde vão entrar numa nova aventura cheia de emoção, bruxaria, viagens no tempo, um traidor e lendas.
          Chegado a Evoramonte, o grupo é avisado por um homem misterioso que parece que os esperava, que lhes conta que, na casa onde vão pernoitar, à meia-noite, um portal se abre e tudo o que os rodeia vai recuar no tempo. Não acreditando, o grupo ignora o homem e dirige-se à casa, onde passa tranquilamente a noite. Porém, quando acordam de manhã, o inesperado acontece: quando os jovens saem à rua, tudo parece ter recuado no tempo, com as pessoas a usarem roupas dos séculos XVIII e XIX. Assustados, quando vão investigar, é apenas um filme que estão a gravar naquela zona (e acabam por descobrir que o tal homem misterioso é apenas um dos membros da equipa de produção e que gosta de se meter com miúdos). Todavia, o grupo nota uma certa rivalidade entre as duas actrizes principais e, passados alguns dias, descobrem a casa saqueada, os cães doentes e uma das actrizes ferida e tentam descobrir o que se passa.
          O livro é bastante bom, com muito suspense e com uma história bem escrita e misteriosa. Como todas as obras das autoras, é dirigido a jovens leitores, com a força da juventude na energia do grupo *** e nas suas aventuras impossíveis. De todos os livros, este é o meu favorito, pois foi o primeiro que li da série e que mais me marcou. O mistério que se esconde numa pequena zona de filmagens, que procura ser descoberto por um bando de adolescentes e os fiéis cães é algo por que os jovens se interessam e que sonham fazer. Aventura, mistério, acção e alegria. Qualquer jovem adora isto tudo.
          Uma Aventura em Evoramonte é um livro que vale a pena ler, pois tem muita energia e mostra que a série ainda está no auge e que vai com grande força. Sem dúvida, um dos melhores da série. É preciso ler para crer.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Quem sou eu?

Solução do desafio do mês de Maio


Quando tudo aconteceu... a Bento de Jesus Caraça

  • 1901 - Nasce a 18 de Abril em Vila Viçosa.
  • 1902 - É levado para as Aldeias de Montoito, onde o pai é feitor.
  • 1911 - Termina a escola primária com distinção. Vai para o Liceu em Santarém.
  • 1913 - Vai para Lisboa. Frequenta o Liceu Pedro Nunes.
  • 1918 - Inscreve-se no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (actual ISEG).
  • 1919 - Adoece gravemente com doença reumática. É nomeado segundo assistente do ISCEF.
  • 1923 - Obtém a licenciatura.
  • 1924 - É nomeado primeiro assistente.
  • 1927 - É nomeado professor extraordinário.
  • 1929 - Concurso público com alto louvor e ascende à cátedra de Matemáticas Superiores.
  • 1930 - Publica as suas lições em livro Interpolação e Integração Numérica.
  • 1933 - Conferência na União Cultural Mocidade Livre: "A Cultura Integral do Indivíduo - problema central do nosso tempo", na qual esboça um programa de intervenção cultural, científica e pedagógica.
  • 1935 - Primeiro volume das "Lições da Álgebra e Análise".
  • 1936 - Funda com outros recém-doutorados nas áreas da matemática e física o Núcleo de Matemática, Física e Química.
  • 1937 - Publica, em dois volumes, Cálculo Vectorial.
  • 1938 - Funda, com os professores Mira Fernandes e Beirão da Veiga, o Centro de Estudos de Matemáticas Aplicadas à Economia, numa tentativa de trazer a econometria para Portugal.
  • 1941 - Funda a "Biblioteca Cosmos", edição de livros de divulgação científica e cultural; publica o 1.º volume dos Conceitos Fundamentais da Matemática.
  • 1943 - Torna-se Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática.
  • 1944 - Faz parte da direcção do MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista) criado em Janeiro.
  • 1945 - Faz parte da comissão executiva do MUD (Movimento de Unidade Democrática).
  • 1946 - Faz parte da comissão executiva do MUD (Movimento de Unidade Democrática).
  • 1946 - O Conselho de Ministros determina a sua expulsão da cátedra universitária e fica proibido de exercer a docência.
  • 1948 - Morre em Lisboa, no dia 25 de Junho, vítima de doença cardíaca.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Kama Sutra