Este blog pertence à BE/CRE do Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo...
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
A Terra, um planeta especial
O nosso planeta é um local muito especial, até por ser a nossa casa de toda a vida.
Para o conheceres um pouco melhor, resolve os exercícios que te são propostos, clicando no link [Terra, um planeta especial] ou socorrendo-te do QR CODE.
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quinta-feira, 19 de setembro de 2019
Análise do soneto "Tanto de meu estado me acho incerto"
Luís
Vaz de Camões foi um poeta renascentista português, nascido por volta de 1524,
em Lisboa, tendo morrido a 10 de junho de 1580. É o maior representante do
Classicismo português. A sua obra mais célebre são Os Lusíadas, embora tenha escrito várias outras, bem como poemas
que foram posteriormente compilados em 1595, 15 anos após a sua morte, na
coletânea Rimas, onde encontramos o
texto em estudo, Tanto de meu estado me
acho incerto. Este soneto insere-se na corrente renascentista, o
Classicismo ou Quinhentismo, e é um exemplo da medida nova, visto que este tipo
de composição poética foi importado de Itália nesse período por Sá de Miranda.
Neste
texto é abordado o tema da experiência amorosa e o assunto compreende os efeitos
contraditórios que a observação da mulher que ama causa no sujeito poético e o
sofrimento amoroso provocado por esse momento.
O
poema é um soneto, logo é constituído por duas quadras e dois tercetos, num
total de 14 versos decassilábicos: Tan/to/de/meu/es/ta/do/me a/cho in/cer/to.
A rima é interpolada e emparelhada, com o seguinte esquema rimático:
ABBA/ABBA/CDE/CDE. Em todo o texto, a rima é rica, pois as palavras rimantes
não pertencem à mesma classe gramatical (“incerto” – adjetivo/ “aperto” – forma
verbal), com a exceção dos grupos de versos 9 e 12 e 11 e 14, em que a rima é
pobre (“voando” / “ando” – formas verbais).
Esta
composição pode dividir-se em duas partes. Na primeira, que corresponde às três
primeiras estrofes, é descrito o estado de espírito do sujeito poético,
caracterizado por sentimentos contraditórios e pelo “desconcerto” (v. 5), pela
tristeza, pelo sofrimento. Na última estrofe, que corresponde à segunda parte,
descobrimos uma possível causa desse estado de espírito: a observação da mulher
amada.
Os
sentimentos do sujeito poético são tão intensos que se tornam contraditórios
(“que em vivo ardor tremendo estou de frio” – v. 2). Ele está em desacordo
consigo mesmo e em sofrimento. O “eu” lírico suspeita que o amor, isto é, a observação
da sua amada, seja a causa desse conflito interno. Ao longo do soneto, para
realçar a inquietação atual e contínua do sujeito poético, são utilizadas
antíteses (“ardor” / “frio” – v. 2; “choro” / “rio” – v. 3; “todo abarco” / “nada
aperto” – v. 4; “fogo” / “rio” – v. 6). Também com a finalidade de demonstrar a
sucessão e a intensidade deles, o poeta recorre a anáforas (“agora espero,
agora desconfio/ agora desvario, agora acerto” – vv. 7-8), que mostram igualmente
o estado permanente de ansiedade e de sofrimento em que o sujeito poético vive.
Como já foi visto noutros textos de Camões, o amor é aproximado a realidades
intensas, como os elementos da natureza, para realçar o fervor deste
sentimento, como podemos observar no verso 6 (“da alma um fogo me sai, da vista
rio”). Nesse verso, assim como no 9, observamos hipérboles, usadas para
amplificar o sofrimento do sujeito lírico e para destacar o delírio amoroso do
“eu” poético (“estando em terra, chego ao Céu voando”). O desejo de ver e de
estar com a mulher que ama é tão forte e o estado de perturbação dele é tão
veemente que tem uma perceção contraditória do tempo, criando assim um paradoxo
(“nu’hora acho mil anos” – v. 10). A utilização da apóstrofe (“minha senhora” –
v. 14) remete para a noção de mulher inatingível, a quem o sujeito poético
presta vassalagem. Todos estes sentimentos conflituantes são provocados pelo
amor, o que o transforma num sentimento contraditório.
Na escrita deste
poema, Camões teve influências italianas, de Petrarca e da lírica trovadoresca.
Vemos a influência da poesia trovadoresca quando a mulher amada é referida como
“minha Senhora” (v. 14). Em grande parte das cantigas de amor
galego-portuguesas, assim como no texto, não existe interação entre os dois,
somente contemplação da senhora por parte do sujeito poético (trovador), que lhe
presta vassalagem sem esperar nada em troca. Também é influência desta forma de
literatura o facto de a contemplação da mulher amada ser uma etapa do processo
amoroso. Já a influência de Petrarca é mais extensa. Petrarca foi um poeta
renascentista italiano em quem Camões se inspirou para descrever a figura
feminina dos seus poemas (cujo retrato idealizado vem já das cantigas de amor).
Nos seus poemas, o “eu” lírico descreve o desconcerto e o sofrimento provocados
pela observação da amada, bem como os efeitos contraditórios do amor, tal como
o poeta português faz neste poema. As influências italianas resumem-se ao uso
do soneto e do verso decassilábico.
Podemos
então concluir que o amor, nomeadamente a visão da mulher que ama, perturba o
sujeito poético ao ponto de ficar num estado permanente de ansiedade e de sofrimento
devido à contradição dos seus sentimentos. Camões relata este acontecimento,
embelezando-o e enriquecendo-o de uma maneira única, como nenhum outro poeta
português alguma vez conseguiu, mostrando-nos mais uma vez o seu valor e a sua
superioridade em relação a todos os outros grandes poetas.
Joana Pinto Coelho
N.º 4
10.º AB
sábado, 22 de junho de 2019
Exames nacionais do ensino secundário - 2019
1.ª FASE
138 | Português Língua Segunda | 18-06-2019
501 | Alemão | 26-06-2019
Prova | Áudio | Guiões | Critérios de classificação definitivos | Grelha de classificação
517 | Francês | 26-06-2019
Prova | Áudio | Guiões | Critérios de classificação definitivos | Grelha de classificação
547 | Espanhol | 26-06-2019
Prova | Áudio | Guiões | Critérios de classificação definitivos | Grelha de classificação
550 | Inglês | 26-06-2019
Prova | Áudio | Guiões | Critérios de classificação definitivos | Grelha de classificação
623 | História A | 21-06-2019
635 | Matemática A | 25-06-2019
Caderno 1 | Caderno 2 | Critérios de classificação definitivos | Critérios de classificação definitivos (Braille) | Grelha de classificação
639 | Português | 18-06-2019
702 | Biologia e Geologia | 26-06-2019
706 | Desenho A | 26-06-2019
708 | Geometria Descritiva A | 27-06-2019
712 | Economia A | 27-06-2019
714 | Filosofia | 17-06-2019
715 | Física e Química A | 19-06-2019
719 | Geografia A | 19-06-2019
Prova | Critérios de classificação definitivos | Critérios de classificação definitivos (Braille) | Grelha de classificação | Grelha de classificação adaptada
723 | História B | 21-06-2019
724 | História da Cultura e das Artes | 21-06-2019
732 | Latim A | 18-06-2019
734 | Literatura Portuguesa | 27-06-2019
735 | Matemática B | 25-06-2019
835 | Matemática Aplicada às Ciências Sociais | 25-06-2019
Prova | Critérios de classificação definitivos | Critérios de classificação definitivos (Braille) | Grelha de classificação
839 | Português Língua Não Materna - B1 | 18-06-2019
Exames nacionais do 9.º ano - 2019
3.º Ciclo - 9.º Ano de Escolaridade
1.ª FASE
91 | Português | 21-06-2019
92 | Matemática | 27-06-2019
Prova adaptada caderno 1 e caderno 2 | Critérios de classificação definitivos da prova adaptada
93 | Português Língua não Materna - A2 | 18-06-2019
94 | Português Língua não Materna - B1 | 18-06-2019
95 | Português Língua Segunda | 21-06-2019
terça-feira, 18 de junho de 2019
segunda-feira, 17 de junho de 2019
Exercícios de exame
As provas finais de Português são muito importantes, seja para a aprovação no final do 9.º ano, seja para acesso ao ensino superior.
Neste post, tens acesso a vários exercícios que te permitem treinar a competência da gramática, que tão importante é e te permite escrever e falar corretamente. Clica no link [exercícios] ou dirige o teu telemóvel para o QR CODE:
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Encontrada a primeira carta que relatou o retorno de Colombo após a descoberta da América
Em 1493, no seu regresso da América, Cristóvão Colombo desembarcou primeiro em Lisboa, tendo antes aguardado em Cascais. Seguidamente, deslocou-se a Vale do Paraíso, Azambuja, onde se encontrava o rei português, D. João II. Que significado se poderá atribuir a esta atitude de Colombo?
"A 4 de março, ainda sob forte temporal, a Niña fez a aproximação à costa portuguesa junto ao cabo da Roca, tendo aportado em Cascais, onde esteve algumas horas: «Ao amanhecer, o almirante reconheceu a terra. Era o rochedo de Sintra que fica muito perto do rio de Lisboa, no qual se decidiu entrar porque não podia fazer outra coisa, tão terrível era a tempestade que se abatia sobre a cidade de Cascais, situada na embocadura. Os da cidade, disse, ficaram toda essa tarde em oração por eles, e, quando em seguida ficaram no porto, toda a gente veio vê-los, maravilhados por terem escapado. Foi assim queà terceira hora o almirante passou para o Restelo, no interior do rio de Lisboa, onde a gente do mar lhe disse que nunca se tivera um inverno tão fértil em tempestades, que vinte e cinco navios se tinham perdido na Flandres e que outros estavam lá há quatro meses sem poderem sair».
Conforme se pode ver pelo tercho citado, antes de demandar a barra do Tejo e chegar ao Restelo, a Niña - pilotada por Sancho Ruíz de Gama e Pedro Alonso Niño - teve de se abrigar em Cascais. Contrariamente ao que por vezes é dito, Cristóvão Colombo e as outras pessoas que vinham a bordo da Niña, ao chegarem a Cascais, não terão visto a torre defensiva que D. João II mandou construir naquele porto, pois essa só terá começado a ser edificada no ano seguinte.
Depois de passada a tempestade e de feitos os devidos consertos na aparelhagem da caravela, em vez de rumar a Castela, onde se tinha organizado a expedição, a Niña veio, horas mais tarde, a entrar no Tejo, acabando por ancorar no Restelo. Poucos dias depois deu-se o célebre encontro entre Colombo e D. João II em Vale do Paraíso, localidade situada a nove léguas de Lisboa."
Marco Oliveira Borges
Encuentran la primera carta que informó del regreso de Colón tras descubrir América
El más antiguo documento sobre este hecho es hallado en el Archivo de la Nobleza, se trata de una misiva del Rey de Portugal a Fernando el Católico
ABC.ES
El más antiguo documento sobre este hecho es hallado en el Archivo de la Nobleza, se trata de una misiva del Rey de Portugal a Fernando el Católico
domingo, 16 de junho de 2019
Exercícios gramaticais
Os exames nacionais estão aí.
As provas finais de Português são muito importantes, seja para a aprovação no final do 9.º ano, seja para acesso ao ensino superior.
Neste post, tens acesso a vários exercícios que te permitem treinar a competência da gramática, que tão importante é e te permite escrever e falar corretamente. Clica no link [exercícios] ou dirige o teu telemóvel para o QR CODE:
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Discurso direto e indireto
Vamos recordar como se processa a transformação do discurso direto em indireto e vice-versa?
Clicando no ligação [discurso direto e indireto] ou socorrendo-te do QRCODE, vais ter acesso a um conjunto de exercícios que te permitirão relembrar as regras de transformação e aplicá-las em concreto.


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quarta-feira, 12 de junho de 2019
'A que sabe a Lua?': jogo de memória
Os animais desta história sonhavam dar uma trincadela na Lua, no entanto, por mais que se esticassem, não conseguiam tocar-lhe. Então, a tartaruga teve uma ideia genial: «Talvez entre todos consigamos alcançá-la».
Clica na ligação [jogo de memória] e diverte-te.
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terça-feira, 11 de junho de 2019
Análise da esparsa "Os bons vi sempre passar"
Este
poema é da autoria de Luís Vaz de Camões, poeta
renascentista português que viveu no século XVI e cuja data e local de
nascimento são ainda uma incerteza. Pensa-se que terá sido em Lisboa entre 1524
e 1525 e que morreu no dia 10 de junho de 1580. O texto é uma esparsa
(composição poética de uma única estrofe, sem refrão, cujo tema abordado assume
um tom satírico e melancólico) e pertence à influência tradicional onde Camões
utiliza a medida velha, versos de redondilha, neste caso de sete sílabas
métricas (redondilha maior).
Nesta composição, é abordado o tema do Desconcerto do Mundo e,
quanto ao assunto , o sujeito poético apresenta uma visão pessoal sobre o
mundo, caracterizando-o como injusto e arbitrário e exemplificando a sua
reflexão com o seu caso pessoal.
Este poema é composto por uma única estrofe de dez versos (décima
) em redondilha maior (versos de sete silabas). O esquema rimático é ABAABCDDCD
, sendo a rima cruzada no primeiro e terceiro versos e no oitavo e décimo;
emparelhada no terceiro e quarto versos e no sétimo e oitavo. No segundo e
quinto versos, a rima é interpolada, assim como no sexto e nono. A rima é pobre
, pois as palavras que rimam pertencem à mesma classe gramatical, por exemplo “
passar “ ,“ espantar” e” louvar”, que são verbos.
O poema divide-se em duas partes. Na primeira parte ,
constituída pelos versos 1 a 5, o sujeito poético constata a injustiça do
mundo, já que os maus são premiados e os bons são castigados. Na segunda parte,
constituída pelos versos 6 a 10, o sujeito poético confessa que decidiu mudar o
seu comportamento, tornando-se “mau”, mas foi castigado, já que para ele o
mundo está “concertado”.
Ao longo do poema, o sujeito poético analisa a sociedade,
estabelecendo uma antítese entre os “Bons”, pautados pela honestidade,
lealdade, sinceridade , integridade e esforço, e os “Maus”, caracterizados pela
desonestidade, mentira, falsidade, hipocrisia e oportunismo. Contudo, ele
constata que os “Bons” passam graves tormentos, dificuldades e necessidades,
levando uma vida dolorosa e triste, o que causa admiração, angústia, desilusão
e pessimismo no sujeito poético. Os “Maus” vivem satisfeitos, levando uma vida
alegre e feliz, o que causa no sujeito lírico indignação e perplexidade, pois aqueles
deveriam ser castigados, punidos pelos seus atos e não o são. O sujeito poético
pertence a esta sociedade que ele descreve e analisa, sendo ao mesmo tempo
testemunha e vítima do desconcerto e da injustiça. Podemos comprovar com a
utilização ao longo do poema da primeira pessoa do singular em formas verbais
(“vi” e ”fui”) e em pronomes (“mim” e “me”). Nos versos 4 e 5 (“os maus vi
sempre nadar / em mar de contentamentos”), está presente a hipérbole, que
evidencia o espanto e a perplexidade do sujeito poético ao testemunhar o facto
de os maus serem recompensados, o que constitui uma grande injustiça. A
repetição da expressão “vi sempre passar” (versos 1 e 4) exprime a ideia de que
o sujeito poético observou, pessoalmente, os acontecimentos ao longo do tempo.
Por outro lado, permitiu-lhe constatar que não compensava ser “bom”.
Assim, no verso nove, o sujeito poético conclui a sua reflexão
(“Assi que“), constatando que a sociedade em que vive é de tal modo injusta que
premeia os maus comportamentos e castiga todos os que se regem pelos
verdadeiros valores, não obtendo ele privilégios nenhuns ao tornar-se como os
outros, pois, para ele, o mundo é justo.
Neste poema, o sujeito poético critica a injustiça, o
desconcerto, a arbitrariedade e a mentira dos “maus”, que são premiados.
Em conclusão, podemos
salientar que esta esparsa é um balanço dos tempos de
grande incerteza em que Camões vivia, nos quais, a par das desigualdades, o
desejo de Justiça permanecia, gerando entre as gentes, se não revolta, pelo
menos a perplexidade da sua existência.
Trabalho da autoria de Francisco Alvarenga, aluno n.º 25, do 10.º A/B
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