No dia em que foi abatido o autor dos atentados.
Este blog pertence à BE/CRE do Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo...
segunda-feira, 2 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
Auto-retrato português (Miguel Torga)
Nesga humana de um grande mapa humano,
Aqui, a ocidente e ao sol, dormito;
O manto do infinito
Veste-me a pequenez;
E o mar cerúleo, aberto à milha ilharga,
Alarga
O meu nirvana azul de português.
Rei que renunciou, cansado,
Ao ceptro da aflição,
Digo não,
Digo sim,
Com igual abandono...
Tão distante de mim
Como do trono...
Vivi antes da hora o que vivi.
E, agora, vegeto,
Feliz de nada ser,
De nada desejar,
E de nada sentir,
Agradecido ao mar de nunca me acordar,
E agradecido ao céu de sempre me cobrir.
Miguel Torga
Aqui, a ocidente e ao sol, dormito;
O manto do infinito
Veste-me a pequenez;
E o mar cerúleo, aberto à milha ilharga,
Alarga
O meu nirvana azul de português.
Rei que renunciou, cansado,
Ao ceptro da aflição,
Digo não,
Digo sim,
Com igual abandono...
Tão distante de mim
Como do trono...
Vivi antes da hora o que vivi.
E, agora, vegeto,
Feliz de nada ser,
De nada desejar,
E de nada sentir,
Agradecido ao mar de nunca me acordar,
E agradecido ao céu de sempre me cobrir.
Miguel Torga
Auto-retrato (Bocage)
Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão de altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno;
Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura;
Bebendo em níveas mãos, por taça escura,
De zelos infernais letal veneno;
Devoto incensador de mil deidades
(Digo de moças mil) num só momento,
E somente no altar amando os frades,
Eis Bocage em quem luz algum talento;
Saíram dele estas verdades,
Num dia em que se achou mais pachorrento.
Bocage
Bem servido de pés, meão de altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno;
Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura;
Bebendo em níveas mãos, por taça escura,
De zelos infernais letal veneno;
Devoto incensador de mil deidades
(Digo de moças mil) num só momento,
E somente no altar amando os frades,
Eis Bocage em quem luz algum talento;
Saíram dele estas verdades,
Num dia em que se achou mais pachorrento.
Bocage
segunda-feira, 25 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Páscoa
acredito na Ressurreição
dos livros
e acredito que no Céu
haja bibliotecas
e se possa ler e escrever.
Adília Lopes
dos livros
e acredito que no Céu
haja bibliotecas
e se possa ler e escrever.
Adília Lopes
sábado, 23 de abril de 2011
"Retrato de Portugal"
A PORDATA é uma base de dados de origem portuguesa lançada no dia 23 de Fevereiro de 2010, dirigida pela Prof. Maria João Valente Rosa e organizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que contém estatísticas oficiais e certificadas sobre Portugal e a Europa referentes a diversas áreas (saúde, educação, população, etc.).
Uma das últimas iniciativas foi a publicação, sob a forma de «e-book», da obra Retrato de Portugal 2009, que pode ser descarregada aqui.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Biblio Filmes
É este o vídeo, produzido pela turma A do 12.º A, que representa o agrupamento de escolas no concurso Biblio Filmes 2011, promovido pelo PNL, na secção Curtas.
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Plano Nacional de Leitura
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Concurso "Conheço um escritor": José Jorge Letria
JOSÉ JORGE LETRIA
José Jorge Letria nasceu em Cascais, em 1951. Iniciou a sua actividade literária no suplemento "Juvenil" do Diário de Lisboa. Foi, desde 1970, redactor em vários jornais, trabalhando também como guionista e autor de programas de televisão, de que se destacam Rua Sésamo, Os Sergredos de Mimix e O Rato dos Livros.
Foi colaborador, editor e subchefe de redacção do Jornal de Letras, tendo colaborado ainda noutras publicações, e foi agalardoado com diversos prémios.
Em Portugal, é conhecido como poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta e autor de literatuta infanto-juvenil. O seu nome encontra-se ligado à canção de intervenção, tendo estado envolvido, po ressa vida, ao lado de José Afonso ou de Ary dos Santos, no processo revolucionário que desaguou no 25 de Abril de 1974.
ENVIA AS TUAS PERGUNTAS ATÉ 14 DE MAIO.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Semana da Leitura 2011 (IX - Dia da Poesia)
Poemas elaborados pelos alunos do segundo ano da escola da Reigada, do segundo ciclo e das turmas A e B do 11.º ano, os quais ficaram expostos no espaço da BE durante a Semana da Leitura.
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Semana da Leitura
segunda-feira, 11 de abril de 2011
"Twelve Angry Men", Sidney Lumet
«O FILME antigo 12 Homens em Fúria podia ter por título "Lá dentro Escaldava", por toda a acção se passar dentro de uma sala de jurados, mas seria errado. O autor quis dizer, mesmo, que aquilo era sobre 12 jurados, um a um, cada um com a sua consciência.
Foi o primeiro filme de Sidney Lumet, é de 1957, e trago-o para aqui em agradecimento ao grande realizador moralista que morreu ontem.
12 Homens em Fúria deveria ser ensinado nas escolas como aula de moral. A história: um rapaz pobre é julgado pela morte do pai e o júri reúne-se para decidir a pena capital ou não. À primeira votação todos votam "culpado" com excepção do jurado n.º 8 (Henry Fonda). Este está convencido de uma coisa: tem dúvidas. E essas dúvidas, perante a enormidade que estava em jogo (a vida ou morte do rapaz), obrigam-no a ser tenaz. Ele pergunta, insiste, argumenta, até fazer com que os seus companheiros de decisão também sejam interpelados pela consciência.
Todo o filme viver dentro de uma sala coloca o espectador perante si próprio - essa a genialidade artística de Lumet. Mas o filme vale sobretudo por nos ensinar o mundo, a olhá-lo e decidir. No fim, todos os jurados votam "inocente". E, não, não é um filme contra a pena de morte, é contra a imprudência (indecência, até) de não termos dúvidas.
Esse o método que deve ser ensinado na escola. Porque depois, quando somos cronistas, bloguistas e comentadores televisivos, já é tarde.»
(c) Ferreira Fernandes, DN de 10/04/2011
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