terça-feira, 5 de junho de 2012

Musa de Hemingway parte aos 91 anos

Imagem do filme Por Quem os Sinos Dobram

     A enfermeira Maria Sans, a figura em quem, provavelmente, Ernest Hemingway se inspirou para compor a personagem 'Maria' da obra Por Quem os Sinos Dobram, faleceu em Mataró, Barcelona, aos 91 anos. O romance, que relata a história de um amor condenado em plena Guerra Civil de Espanha, foi levado ao cinema em 1943, tendo cabido a Ingrid Bergman o papel de 'Maria'.

Livro favorito: «Juntos ao luar»


     Já li vários livros, mas aquele de que mais gostei até agora foi Juntos ao luar, de Nicholas Sparks.
     A história do filme é um bocadinho diferente da do livro. Aquelas pessoas que pensam que ver um filme é mais fácil e mais rápido (o que não deixa de ser verdade) não fazem ideia do que perdem. Ao ler Juntos ao luar, eu comecei a imaginar os lugares onde se encontravam as personagens, a maneira como eram pelas descrições, o que elas sentiam...
     Juntos ao luar trata de uma rapariga e de um rapaz que se apaixonaram um pelo outro e, com o tempo, a relação tornou-se mais complicada. Trata também de uma relação entre pai e filho, marcada pelas dificuldades.
     É uma história linda, emocionante, que me deixou com lágrimas nos olhos. A parte de que mais gostei foi o final - que, ao contrário da maioria dos livros, não é feliz - em que John mostra que ama verdadeiramente Savannah, ajudando a salvar a vida do seu marido.
Maryna, 10.º A

Livro favorito: Hush, Hush"

     Como best-seller de Becca Fitzpatrick, Hush, hush vem contar a história de uma rapariga para quem apaixonar-se não fazia parte dos planos.
     Na sua escola, aparece um rapaz que lhe chama mais à atenção. Com um sorriso fácil e uns olhos que mais parecem trespassar-lhe a alma, este rapaz seduz a rapariga, deixando-a completamente indefesa.
     Porém, após uma série de assustadores encontros com o ele, que parece estar sempre onde ela está, a rapariga não consegue decidir se há de cair-lhe nos braços ou fugir sem deixar rasto. Ele vai sentir a necessidade de estar perto dela e protegê-la.
     Em busca de respostas para o momento mais confuso da sua vida, esta rapariga dá consigo no centro de uma batalha entre imortais, neste caso, anjos caídos. E quando é chegada a altura de escolher um rumo, a opção errada poderá custar-lhe a vida.
     Este livro é um belo romance cheio de mistérios e aventuras que estão por desvendar. É como um «adeus aos dentes e olá às rosas», pois é uma obra em que os seres imortais existentes são anjos caídos e não vampiros.
     Por outro lado, é um livro muito apelativo à comunidade mais jovem, visto que se trata de um romance  proibido entre dois jovens, sendo uma grande aventura. É um livro de palavras simples e claras, sendo fácil de entender.
     Os adeptos do terror e do romance, que temem o lobisomem e o vampiro que espreita, apreciarão esta nova viagem ao mundo das trevas. Apesar do monótono título, devem escolhê-lo, pois, se o lerem, passará a ser o melhor livro e a melhor história alguma vez lida.
     O que me levou a ler este livro foi uma das suas principais frases, que achei muito apelativa: «Um juramento sagrado, um anjo caído, um amor proibido.».

Cátia Ferreira, n.º 4 9.º B
   

terça-feira, 29 de maio de 2012

O gato escritor


Via 6y6

O bichinho da leitura

Concurso Nacional de Leitura 2012 - Fase distrital


     A fase distrital do Concurso Nacional de Leitura decorreu no dia 26 de abril, na Biblioteca Municipal de Vila Nova de Foz Côa. O nosso agrupamento foi dignamente representado pelas alunas Marina Figueiro (3.º ciclo) e Sofia Gabriel (ensino secundário).
     As obras de leitura selecionadas foram Meia hora para mudar a minha vida, de Alice Vieira, e O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, para o terceiro ciclo, e Uma Abelha na Chuva, de Carlos de Oliveira, e Pan, de Knut Hamsun, para o ensino secundário.

     Esta fase do concurso foi constituída por duas etapas. A primeira dizia respeito a uma prova escrita que selecionou os seis alunos que passaram à etapa seguinte. A segunda consistia numa prova oral, constituída por perguntas de escolha múltipla, argumentação e leitura expressiva de um excerto de uma das obras e do texto Dá cá uma quadra.

     Aqui deixamos os parabéns às duas alunas participantes por terem embarcado nesta aventura de leitura, bem como à equipa da Biblioteca Municipal de Vila Nova de Foz Côa, pela preparação da atividade.

Livro favorito: "Recados da mãe"


          O livro que mais gostei de ler até hoje chama-se Recados da mãe e é da autoria de Maria Teresa Maia Gonzalez.
          Esta obra relata-nos as vivências de duas irmãs que tiveram a infelicidade de ter perdido a mãe quando tinham apenas dez e seis anos de idade. A história mostra-nos como Clara, a irmã mais velha, fazia tudo para proteger e guardar a irmã de todos os males, uma vez que ela era bem pequenina. Assim, apesar de todas as dificuldades, cresceram sempre unidas e a sua relação foi evoluindo e estreitando-se. Clara, que sempre gostou de ajudar o próximo, quando se tornou adulta, tornou-se missionária e a sua irmão constituiu família e viveu feliz.
          Gostei muito do livro porque, para além de nos mostrar a força que as duas irmãs tiveram para conseguir ultrapassar a perda da mãe, ficamos a pensar que às vezes nem tudo está perdido e somos capazes de fazer coisas que nunca imaginámos, apenas com a nossa força.

Andreia Monteiro

Livro favorito: "Uma Abelha na Chuva"


O livro que mais gostei de ler foi Uma abelha na chuva.

Este livro fala sobre um senhor chamado Álvaro Silvestre, que quer fazer uma confissão acerca dos roubos que teria feito ao seu irmão. Mas a sua mulher, Maria dos Prazeres, impede que tal aconteça. No caminho de regresso a casa, D. Maria sente-se orgulhosa pela sua atitude e, no seu íntimo, atraída pelo cocheiro, o que a faz lembrar-se da sua família fidalga que, sem posses e na miséria, a sujeitara a tal casamento com Álvaro Silvestre, um burguês endinheirado. Já durante o jantar, D. Maria interroga o marido sobre o motivo da ida à redação do jornal e, após obter uma resposta vaga, esquece o assunto para receber as visitas que haviam chegado para o serão do costume. A conversa entre o casal, D. Violante, o padre Abel, D. Cláudia e o Dr. Neto sobre a vida e a morte e a incapacidade dos homens face à morte acaba por fazer com que Álvaro, já embriagado, veja todas as visitas e a própria mulher a arder no inferno. As visitas decidem abandonar a residência dos Silvestres e, na calma aparente, Álvaro relê a carta do seu irmão que o informava da sua chegada em breve.

Terminada a leitura, devido à bebedeira, altera o seu comportamento, destruindo tudo o que encontra pelo seu caminho e gritando com a mulher, e vê-se obrigado a dormir fora do seu quatro por imposição dela. Quando começa a raiar o sol, Álvaro levanta-se e vai passear, acabando por descobrir que Jacinto (o cocheiro) e Clara (a filha de António, um oleiro cego) são amantes e que a sua mulher D. Maria se sente atraída por Jacinto, ao ouvir uma conversa entre ambos. Decide, então, denunciar o caso ao oleiro, que juntamente com Marcelo (seu servente e a quem oferece a sua filha) liquida Jacinto à noite, quando este passa pela azinhaga, e acaba por lançá-lo ao mar. Não obstante, são ambos descobertos por Clara e, posteriormente, condenados pelo crime. Mais tarde, há outro serão na casa dos Silvestres, onde a companhia do costume comenta o sentimento de culpa de Álvaro e as situações recentes. No dia seguinte, depois da morte de Jacinto, Clara suicida-se num poço e nem o Dr. Neto a consegue salvar.
          Eu gostei de ler este livro porque é engraçado e só no final é que fala da abelha que foi atingida por uma gota de chuva. Esta história é engraçada por causa do seu desenlace, pois nele acontecem algumas “peripécias”, como, por exemplo, quando o pai de Clara e Marcelo vão matar o cocheiro. E também pelo facto de Álvaro Silvestre ter saído impune, pois, ironicamente, foi ele o causador de toda aquela confusão.

Vanessa Martins, 10.º A

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Livro favorito: "A Filha da Minha Melhor Amiga"

A obra narrativa que eu mais aprecio é o best-seller escrito por Dorothy Koomson My Best Friend’s Girl.
A história desenrola-se em volta de duas amigas, Kamryn Matika (Kim) e Adele Brannon, que acreditavam que nada as poderia separar, até que Kim descobre que Tegan, a sua afilhada, filha de Adele, era também filha de Nate - o seu noivo, mas Nate não sabia deste facto. A partir deste momento Kim sente-se perdida sem o noivo e sem a melhor amiga, que no fundo eram a sua família.
Passados dois anos, no dia de aniversário de Kim, esta recebe um postal muito intrigante da sua ex-melhor amiga, pedindo-lhe que a vá ver ao hospital, pois está a morrer de leucemia. Kim, apesar de reticente, dirige-se ao hospital, onde encontra a sua ex-melhor amiga preocupadíssima com o destino da filha quando esta morrer. Kim recusa ficar a cuidar de Tegan, mas Adele informa-a de que esta se encontra em casa dos avós, o que deixa Kim em pânico, pois sabe que Adele fora mal tratada em criança. Kim acolhe a criança e tenta ajudá-la a ultrapassar a dor que sente pela morte da mãe. Vive angustiada, uma vez que tem de contar ao pai da criança que tem uma filha e também com o facto de ter de lutar para manter o sue emprego. Devido a uma oferta de trabalho irrecusável, vê partir o seu patrão, porém um novo chefe, Luke, chega. Kim começa por antipatizar com ele, todavia acaba por desenvolver uma amizade com Tegan, o que os fez aproximar e apaixonarem-se.
 Este livro é o meu preferido, pois ensina-nos como aprender a perdoar e mostra-nos que um pormenor pode mudar completamente a nossa vida e que a única coisa que nós podemos fazer é aprender a viver com isso.

Beatriz Santos, 9.º B

terça-feira, 22 de maio de 2012

Concurso literário - Resultados ensino secundário

     Poema vencedor:

A amizade é uma sensação
que não se vê
não se ouve
não se toca
Mas vive no nosso coração.

Quando é verdadeira
vive para sempre
faz-nos felizes
dá-nos alegria
Para a vida inteira

Um amigo é precioso
É ouro
É prata
É rubi
É néctar delicioso.

                                Maria João, 10.º B

Concurso literário - Resultados 3.º ciclo

     Poema vencedor:

A amizade é algo bonito
Que se transmite através do coração
São as palavras, são o amor, são o carinho
Que nos fazem levitar até Plutão.

E, ao ouvir o chilrear dos pássaros,
Sinto os teus quentes abraços
Que me fazem rir e pensar
Como seria nadar
Em alto mar.

                                                     Sara Barroco, 8.º A

Concurso literário - Resultados 2.º ciclo

     Para se comemorar o Dia do Autor Português, a Equipa da Biblioteca Escolar, em colaboração com o Departamento de Línguas, lançou um concurso literário subordinado ao tema Amizade.

     Dos poemas entregues, o vencedor do segundo ciclo foi o seguinte:

          A amizade é um sentimento muito bom.
          Eu tenho muitos amigos.
          Ter amigos é um dom,
          nós encontramo-nos todos os Domingos.

          A amizade é boa.
          Porque é que os amigos existem?
          Para nos animar
          nos momentos mais tristes.

                                                               João Pedro, 5.º C
          

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Dalton Trevisan: Prémio Camões 2012

     Dantol Trevisan, escritor brasileiro nascido em 14 de junho de 1925, é o vencedor do Prémio Camões 2012.
     Trevisan é considerado um dos grandes contistas em língua portuguesa. Dono de uma prosa e de um estilo peculiares, é autor de mais de quatro dezenas de obras, marcadas por um cruzamento entre o coloquial e o conciso, entre a prosa e a poesia. Dentre elas destacam-se A Polaquinha, 111 Ais, Chá das Cinco com o Vampiro.
     Trevisan vive em Curitiba como um recluso: não dá entrevistas, não se deixa fotografar, não participa em sessões públicas, não participa e, eventos literários e, sempre que suspeita que algum amigo passa para a imprensa aspetos da sua vida privada, corta de imediato relações.

domingo, 20 de maio de 2012

Porque cheiram os livros velhos?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Faleceu Carlos Fuentes (1928 - 2012)


     Faleceu ontem, 15 de maio, o escritor mexicano, nascido no Panamá, Carlos Fuentes, num hospital da capital mexicana, vitimado por uma paragem cardíaca.
     Vencedor do Prémio Cervantes, o galardão literário em língua castelhana mais importante, deixa uma obra vasta, constituída por 24 romances, 20 volumes de ensaio, 12 coletâneas de contos, 5 peças de teatro e 1 libreto de ópera.